SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Qual das seguintes medicações está associada a maior recorrência de miocardite viral?
Corticosteroides na miocardite viral → ↑ recorrência e pior prognóstico.
Corticosteroides na miocardite viral aguda são controversos e geralmente desaconselhados. Podem suprimir a resposta imune antiviral, prolongando a replicação viral e aumentando o risco de cronicidade e recorrência da doença.
A miocardite viral é uma inflamação do músculo cardíaco causada por infecções virais, sendo uma causa importante de insuficiência cardíaca e morte súbita em jovens. Sua epidemiologia varia, mas é uma condição clinicamente relevante que exige diagnóstico e manejo precisos para evitar complicações a longo prazo. A fisiopatologia envolve a lesão miocárdica direta pelo vírus e uma resposta imune desregulada. O diagnóstico é desafiador, baseando-se em achados clínicos, eletrocardiográficos, laboratoriais (biomarcadores cardíacos) e de imagem (ressonância magnética cardíaca), com biópsia endomiocárdica sendo o padrão-ouro, embora raramente realizada. O tratamento é principalmente de suporte, visando o manejo da insuficiência cardíaca e arritmias. O uso de corticosteroides na miocardite viral aguda é contraindicado na maioria dos casos, pois pode prolongar a viremia e aumentar a recorrência da doença, piorando o prognóstico.
O uso de corticosteroides na miocardite viral é controverso e geralmente não recomendado na fase aguda, pois pode prolongar a replicação viral e aumentar a recorrência.
Fatores como a persistência viral, disfunção imune e o uso de imunossupressores como corticosteroides podem aumentar o risco de recorrência da miocardite.
A colchicina é um anti-inflamatório que tem demonstrado benefício na pericardite aguda e recorrente, reduzindo a inflamação e a recorrência, mas seu papel na miocardite viral é menos estabelecido.
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