Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
A miocardite é uma doença inflamatória do coração que pode ser causada por infecção, ativação do sistema imune ou toxicidade, sendo a causa mais frequente a infecciosa. Sendo correto que:
Miocardite frequentemente mimetiza IAM em jovens, com dor torácica e ↑ troponina, mas sem obstrução coronariana.
A miocardite pode apresentar-se de forma semelhante a um infarto agudo do miocárdio (IAM), especialmente em homens jovens, com dor precordial e elevação dos biomarcadores de necrose miocárdica (troponina), o que exige uma investigação cuidadosa para diferenciar as condições.
A miocardite é uma doença inflamatória do miocárdio, o músculo cardíaco, que pode levar a disfunção ventricular, arritmias e, em casos graves, insuficiência cardíaca e morte súbita. A etiologia mais comum é infecciosa, principalmente viral, mas também pode ser autoimune ou tóxica. Sua apresentação clínica é extremamente variada, o que a torna um desafio diagnóstico. Uma das apresentações mais importantes e clinicamente relevantes da miocardite é a mimetização do infarto agudo do miocárdio (IAM). Pacientes, frequentemente homens jovens e sem fatores de risco cardiovasculares tradicionais, podem apresentar dor precordial aguda, alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia (como supradesnivelamento do segmento ST) e elevação significativa dos biomarcadores de necrose miocárdica, como a troponina. O diagnóstico diferencial é crucial e muitas vezes exige a exclusão de doença arterial coronariana obstrutiva por meio de angiografia coronária. A ressonância magnética cardíaca (RMC) é a ferramenta de imagem mais sensível e específica para o diagnóstico de miocardite, revelando edema miocárdico, hiperemia e realce tardio com gadolínio. O tratamento é principalmente de suporte, com manejo da insuficiência cardíaca e arritmias, e, em alguns casos, imunossupressão.
A miocardite é mais frequentemente causada por infecções virais (adenovírus, parvovírus B19, coxsackievírus), mas também pode ser desencadeada por bactérias, fungos, parasitas, reações autoimunes, toxinas e medicamentos.
Ambos podem apresentar dor precordial e elevação de troponina. A diferenciação é feita pela ausência de doença arterial coronariana obstrutiva na angiografia em casos de miocardite, além de achados específicos na ressonância magnética cardíaca (edema, realce tardio com gadolínio).
O ECG na miocardite pode ser variável e inespecífico, incluindo alterações de repolarização (inversão de onda T, supradesnivelamento do segmento ST), arritmias, bloqueios de condução e, em casos graves, sinais de pericardite associada.
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