Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
A suspeita de miocardite ou miopericardite deve ser considerada em pacientes vacinados com a BNT162b2 ou a mRNA-1273:
Miocardite pós-vacina mRNA → dor torácica, dispneia, palpitações + elevação troponina + alterações ECG/Eco/RMC, excluindo outras causas.
A suspeita de miocardite ou miopericardite pós-vacina de mRNA para COVID-19 deve ser levantada em pacientes que desenvolvem sintomas cardíacos (dor torácica, dispneia, palpitações) após a vacinação, com achados compatíveis em exames complementares e exclusão de outras etiologias.
A miocardite e miopericardite são eventos adversos raros, mas reconhecidos, associados às vacinas de mRNA para COVID-19 (BNT162b2 e mRNA-1273). Embora a incidência seja baixa, é fundamental que profissionais de saúde estejam cientes para um diagnóstico e manejo adequados. A maioria dos casos é leve e autolimitada, mas requer atenção. A suspeita clínica surge em pacientes que desenvolvem sintomas cardíacos, como dor ou desconforto torácico (frequentemente o sintoma predominante), dispneia, taquipneia, fadiga, palpitações ou síncope, geralmente dentro de poucos dias após a vacinação. O diagnóstico envolve uma abordagem sistemática com eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma, dosagem de troponina (que costuma estar elevada) e, idealmente, ressonância magnética cardíaca (RMC), que é o padrão-ouro para visualização da inflamação miocárdica. É crucial que, antes de confirmar o diagnóstico de miocardite pós-vacina, outras causas de sintomas cardíacos sejam excluídas. O tratamento é geralmente de suporte, com repouso e anti-inflamatórios, e a maioria dos pacientes se recupera completamente. A vigilância e o acompanhamento são importantes, especialmente para atletas e indivíduos com sintomas persistentes.
Os sintomas incluem dor ou desconforto torácico (predominante), dispneia, taquipneia, fadiga, palpitações, síncope, inapetência e letargia, geralmente surgindo dias após a vacinação.
Eletrocardiograma, ecocardiograma, dosagem de troponina (que costuma estar elevada) e ressonância magnética cardíaca são essenciais para o diagnóstico e avaliação da extensão da inflamação.
É fundamental excluir outras etiologias mais comuns de dor torácica, como síndromes coronarianas agudas, embolia pulmonar ou causas musculoesqueléticas, para um diagnóstico preciso e manejo adequado.
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