FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
O coronavírus tem provocado graves complicações ao aparelho respiratório e, em muitos casos, acomete o corpo de maneira sistêmica, levando à falência de outros órgãos, a exemplo do coração. Considerando a arritmia cardíaca e a miocardite no contexto da Covid-19, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA: I. Apesar do modo de ação dos mecanismos ultraestruturais de ação do vírus ainda não serem concretos, é provável que ele se ligue a um receptor viral nas células do tecido muscular cardíaco, os miócitos, de modo a desencadear a sua internalização e, consequentemente, a replicação das proteínas do capsídeo e do genoma viral no interior destas, o que leva a uma resposta inflamatória exagerada. II. A miocardite tem sido evidenciada a partir de achados patológicos obtidos por meio de autópsias, as quais indicam a presença de células do miocárdio com infiltrados inflamatórios mononucleares intersticiais. Junto a isso, há também casos relatados de miocardite grave com redução da função sistólica em pacientes com Covid-19. III. Entre os pacientes hospitalizados pela Covid-19, estudos evidenciaram alta prevalência de biomarcadores cardíacos, os quais são demasiadamente sugestivos de lesão cardíaca. Porém, os indícios são de que a lesão do miocárdio não esteja relacionada a essa inflamação ou às condições isquêmicas causadas pela infecção.
Miocardite por COVID-19 → lesão miocárdica direta/indireta, infiltrado inflamatório, disfunção sistólica.
A COVID-19 pode causar lesão miocárdica direta ou indireta, resultando em miocardite e arritmias. A fisiopatologia envolve a ligação do vírus a receptores ACE2 nos miócitos e uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, que pode levar a danos cardíacos. A elevação de biomarcadores cardíacos é comum e indica lesão, frequentemente relacionada à inflamação e/ou isquemia.
A infecção por SARS-CoV-2, causadora da COVID-19, não se restringe ao aparelho respiratório, podendo acometer o sistema cardiovascular de diversas formas, incluindo miocardite e arritmias cardíacas. A compreensão dessas manifestações é crucial para o manejo de pacientes graves e para a preparação em provas de residência, dada a alta prevalência e o impacto prognóstico. A lesão miocárdica é um achado comum em pacientes hospitalizados, refletida pela elevação de biomarcadores cardíacos. A fisiopatologia da miocardite por COVID-19 é multifacetada. O vírus pode se ligar diretamente aos receptores ACE2 presentes nos miócitos, levando à invasão viral e replicação, o que desencadeia uma resposta inflamatória local. Além disso, a resposta inflamatória sistêmica exacerbada, conhecida como "tempestade de citocinas", contribui para o dano miocárdico indireto, disfunção endotelial e microtrombose. Achados de autópsia frequentemente revelam infiltrados inflamatórios mononucleares no miocárdio. O manejo de pacientes com miocardite e arritmias associadas à COVID-19 exige monitorização cardíaca rigorosa, suporte hemodinâmico e tratamento das complicações. O prognóstico varia conforme a gravidade da lesão e a presença de disfunção ventricular. É fundamental que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a reconhecer precocemente esses quadros e a instituir as medidas terapêuticas adequadas, considerando a complexidade e a natureza sistêmica da doença.
A lesão miocárdica na COVID-19 pode ocorrer por invasão viral direta dos miócitos via receptor ACE2, resposta inflamatória sistêmica exagerada (tempestade de citocinas), desequilíbrio oferta-demanda de oxigênio, microtrombose e disfunção endotelial.
O diagnóstico de miocardite por COVID-19 é suspeitado por elevação de biomarcadores cardíacos (troponina, BNP), alterações eletrocardiográficas, disfunção ventricular em ecocardiograma e, em casos graves, confirmado por ressonância magnética cardíaca ou biópsia endomiocárdica.
As complicações cardíacas mais comuns incluem miocardite, arritmias (fibrilação atrial, taquicardias ventriculares), insuficiência cardíaca aguda, síndrome coronariana aguda (tipo 1 ou 2), tromboembolismo pulmonar e choque cardiogênico.
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