Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
A miocardite eosinofílica:
Miocardite eosinofílica: etiologia multifatorial (drogas, autoimune, infecções, câncer, idiopática), tratamento com imunossupressão (corticosteroides).
A miocardite eosinofílica é uma condição grave com diversas etiologias, incluindo reações a drogas, doenças autoimunes, síndromes hipereosinofílicas, infecções e neoplasias. O tratamento frequentemente envolve imunossupressão, sendo os corticosteroides a terapia de primeira linha para controlar a inflamação.
A miocardite eosinofílica é uma forma rara e potencialmente fatal de miocardite, caracterizada pela infiltração de eosinófilos no miocárdio, levando à disfunção cardíaca. Sua importância clínica reside na rápida progressão para insuficiência cardíaca grave, arritmias e morte súbita, exigindo um diagnóstico e tratamento urgentes. A epidemiologia é pouco compreendida devido à sua raridade. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por eosinófilos, que liberam grânulos tóxicos causando dano miocárdico. As etiologias são diversas, incluindo reações de hipersensibilidade a drogas (antibióticos, diuréticos), doenças autoimunes (como a granulomatose eosinofílica com poliangeíte, anteriormente síndrome de Churg-Strauss), síndromes hipereosinofílicas, infecções (principalmente parasitárias) e neoplasias. O diagnóstico é suspeitado por achados clínicos de insuficiência cardíaca aguda, eosinofilia periférica e alterações no ECG e ecocardiograma, sendo confirmado por biópsia endomiocárdica. O tratamento primário para a miocardite eosinofílica é a imunossupressão, com corticosteroides em altas doses sendo a terapia de escolha para controlar a inflamação e a infiltração eosinofílica. Em casos graves, pode ser necessário suporte circulatório mecânico. O prognóstico é variável e depende da extensão do dano miocárdico e da resposta ao tratamento. Residentes devem estar cientes da ampla gama de causas e da necessidade de uma abordagem terapêutica agressiva para melhorar os desfechos.
A miocardite eosinofílica pode ser secundária a reações de hipersensibilidade a drogas, doenças autoimunes (como granulomatose eosinofílica com poliangeíte), síndromes hipereosinofílicas, infecções (parasitárias, fúngicas) e neoplasias. Em muitos casos, a causa é idiopática.
O diagnóstico é desafiador e geralmente requer uma combinação de achados clínicos (insuficiência cardíaca aguda, arritmias), laboratoriais (eosinofilia periférica), de imagem (ressonância magnética cardíaca) e, idealmente, biópsia endomiocárdica, que é o padrão-ouro para confirmar a infiltração eosinofílica.
O tratamento principal é a imunossupressão, com corticosteroides sendo a terapia de primeira linha para reduzir a inflamação e a infiltração eosinofílica. Em casos refratários ou graves, outros agentes imunossupressores podem ser utilizados. O tratamento da causa subjacente, se identificada, também é fundamental.
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