SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Uma mulher de 23 anos, tercigesta, com história prévia de um parto cesáreo há 2 anos e um aborto retido há 1 ano, com 40 semanas de gestação, chega à maternidade com queixa de dispneia significativa. Ao exame, a frequência cardíaca é de 120 bpm e a frequência respiratória é de 36 ipm e forçada. A saturação de O² em ar ambiente é de 85%. Foi realizada uma tomografia computadorizada de tórax, que revelou infiltrados pulmonares bilaterais e aumento da silhueta cardíaca. Qual das alternativas abaixo é o mecanismo para os sintomas dessa paciente?
Dispneia grave + IC na gestação a termo/pós-parto = suspeitar de Miocardiopatia Periparto.
A miocardiopatia periparto é uma forma de insuficiência cardíaca que se desenvolve no último mês de gestação ou nos primeiros cinco meses pós-parto, sem causa identificável. Os sintomas incluem dispneia, taquicardia e edema, e a TC de tórax pode mostrar sinais de congestão pulmonar e cardiomegalia, como visto no caso.
A miocardiopatia periparto (MPP) é uma condição rara, mas grave, caracterizada pelo desenvolvimento de insuficiência cardíaca com disfunção sistólica ventricular esquerda no final da gravidez ou nos primeiros meses pós-parto, na ausência de outra causa identificável para a insuficiência cardíaca. Sua etiologia é multifatorial e ainda não completamente compreendida, envolvendo fatores genéticos, inflamatórios, autoimunes e hormonais. O diagnóstico da MPP é desafiador devido à sobreposição de sintomas com as alterações fisiológicas normais da gravidez, como dispneia e edema. No entanto, a presença de dispneia significativa, taquicardia, hipoxemia e achados radiológicos de congestão pulmonar e cardiomegalia em uma gestante a termo ou puérpera deve levantar forte suspeita. O ecocardiograma é fundamental para confirmar a disfunção ventricular esquerda. O tratamento da MPP é semelhante ao da insuficiência cardíaca de outras etiologias, incluindo diuréticos, inibidores da ECA/BRA (pós-parto), betabloqueadores e, em casos graves, suporte circulatório mecânico ou transplante cardíaco. O prognóstico varia, com algumas pacientes apresentando recuperação completa da função ventricular, enquanto outras evoluem para insuficiência cardíaca crônica ou óbito. O aconselhamento sobre futuras gestações é crucial, dado o risco de recorrência.
Os sintomas incluem dispneia progressiva, tosse, ortopneia, edema de membros inferiores, fadiga e palpitações, refletindo a insuficiência cardíaca.
O diagnóstico é de exclusão, baseado em insuficiência cardíaca desenvolvida no último mês de gestação ou até 5 meses pós-parto, sem causa identificável, e disfunção ventricular esquerda documentada por ecocardiograma.
Fatores de risco incluem idade materna avançada, multiparidade, gestação múltipla, pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional, desnutrição e etnia africana.
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