IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Uma paciente de 52 anos é encaminhada para um ecocardiograma após um episódio de dispneia. O ecocardiograma mostra hipertrofia do septo interventricular e dilatação da aurícula esquerda. Quais destas condições pode ser a causa mais provável dessas alterações?
Miocardiopatia hipertrófica → hipertrofia septal + dilatação AE + disfunção diastólica.
A miocardiopatia hipertrófica é caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda inexplicada, frequentemente assimétrica (septal), levando a disfunção diastólica e, em alguns casos, obstrução da via de saída do VE. A dilatação do átrio esquerdo é uma consequência do aumento da pressão de enchimento do VE.
A miocardiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética comum, autossômica dominante, caracterizada por hipertrofia inexplicada do ventrículo esquerdo, na ausência de condições de carga que justifiquem tal espessamento. É a causa mais comum de morte súbita em jovens atletas e afeta aproximadamente 1 em 500 indivíduos na população geral. A fisiopatologia da CMH envolve disfunção diastólica devido à rigidez ventricular, o que prejudica o enchimento cardíaco e eleva as pressões atriais, levando à dilatação do átrio esquerdo. A hipertrofia septal assimétrica pode causar obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo, agravando os sintomas de dispneia e angina. O ecocardiograma é a ferramenta diagnóstica chave, revelando a hipertrofia e avaliando a função cardíaca. O manejo da CMH visa aliviar os sintomas, prevenir complicações como arritmias e morte súbita, e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode incluir betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio para melhorar o enchimento diastólico e reduzir a obstrução, além de desfibrilador implantável para prevenção secundária de morte súbita em pacientes de alto risco.
Os achados incluem hipertrofia ventricular esquerda (frequentemente assimétrica, com predomínio septal), dilatação do átrio esquerdo, disfunção diastólica e, em alguns casos, obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo.
A dispneia ocorre devido à disfunção diastólica, que impede o enchimento adequado do ventrículo esquerdo, elevando as pressões nas câmaras esquerdas e causando congestão pulmonar.
A diferenciação envolve a avaliação da distribuição da hipertrofia, a ausência de sobrecarga de pressão significativa (como hipertensão grave ou estenose aórtica) e, em alguns casos, testes genéticos.
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