Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Um paciente de 45 anos apresenta dispneia progressiva a estresse, fadiga e eco-Doppler cardíaco evidenciando dilatação ventricular esquerda com fração de ejeção reduzida (30%). Qual dos resultados a seguir é mais compatível com miocardiopatia dilatada primária?
Miocardiopatia dilatada primária = dilatação VE + FE ↓ sem doença coronariana significativa ou valvopatia primária.
A miocardiopatia dilatada primária (idiopática) é caracterizada por dilatação e disfunção sistólica do ventrículo esquerdo sem uma causa secundária identificável, como doença coronariana obstrutiva ou valvopatia primária. Embora a fibrose miocárdica possa estar presente, a fibrose subendocárdica associada a áreas isquêmicas é mais sugestiva de miocardiopatia isquêmica.
A miocardiopatia dilatada (MCD) é uma doença do músculo cardíaco caracterizada por dilatação e disfunção sistólica de um ou ambos os ventrículos, resultando em insuficiência cardíaca. A MCD primária, ou idiopática, é diagnosticada após a exclusão de causas secundárias conhecidas, como doença coronariana, hipertensão arterial grave, valvopatias primárias, toxicidade por drogas ou doenças sistêmicas. É uma das principais causas de insuficiência cardíaca e transplante cardíaco. Clinicamente, os pacientes apresentam dispneia progressiva, fadiga e edema. O ecocardiograma é a ferramenta diagnóstica inicial, mostrando dilatação ventricular e fração de ejeção reduzida. A ressonância magnética cardíaca pode fornecer informações adicionais sobre a presença e padrão de fibrose miocárdica. Embora a fibrose seja comum na MCD, a fibrose subendocárdica com áreas isquêmicas é mais tipicamente associada à miocardiopatia isquêmica, sendo crucial a exclusão de doença coronariana obstrutiva significativa para o diagnóstico de MCD primária. O manejo da MCD visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida, utilizando terapias guiadas por diretrizes para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (IEFER), como inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoide e inibidores SGLT2. Residentes devem dominar o diagnóstico diferencial e o manejo farmacológico otimizado.
A miocardiopatia dilatada geralmente se manifesta com sintomas de insuficiência cardíaca, como dispneia progressiva (inicialmente aos esforços, depois em repouso), fadiga, edema de membros inferiores e, em casos avançados, arritmias e eventos tromboembólicos.
O ecocardiograma é fundamental, evidenciando dilatação das câmaras cardíacas (especialmente ventrículo esquerdo), disfunção sistólica grave (fração de ejeção reduzida) e, frequentemente, insuficiência mitral funcional. Ajuda a excluir valvopatias primárias e a estimar a pressão pulmonar.
A ressonância magnética cardíaca (RMC) é útil para caracterizar o tecido miocárdico, identificar fibrose (realce tardio com gadolínio) e diferenciar a miocardiopatia dilatada de outras etiologias, como miocardite ou miocardiopatia isquêmica, além de quantificar com precisão volumes e fração de ejeção.
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