Miocardiopatia Dilatada: Entenda a Disfunção Sistólica

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a miocardiopatia dilatada, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) A miocardiopatia dilatada é uma disfunção miocárdica que provoca insuficiência cardíaca, na qual há predomínio de dilatação ventricular e disfunção sistólica.
  2. B) A miocardiopatia dilatada é uma dilatação de um ou ambos os ventrículos, acompanhada por disfunção diastólica.
  3. C) A sintomatologia compreende dispneia, fadiga e edema periférico.
  4. D) O diagnóstico é clínico e por peptídeos natriuréticos elevados, radiografia de tórax, ecocardiografia e RM.

Pérola Clínica

Miocardiopatia Dilatada → predomínio de disfunção sistólica e dilatação ventricular.

Resumo-Chave

A miocardiopatia dilatada é caracterizada principalmente pela dilatação de um ou ambos os ventrículos e pela disfunção sistólica, que leva à redução da fração de ejeção. Embora possa haver algum grau de disfunção diastólica, a característica predominante e definidora é a sistólica.

Contexto Educacional

A miocardiopatia dilatada (CMD) é uma doença do miocárdio caracterizada por dilatação e disfunção sistólica de um ou ambos os ventrículos, levando à insuficiência cardíaca. É uma das principais causas de insuficiência cardíaca e transplante cardíaco, com etiologias variadas, incluindo idiopática, isquêmica, viral, tóxica e genética. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o manejo adequado. O diagnóstico da CMD é baseado na apresentação clínica de insuficiência cardíaca, com sintomas como dispneia, fadiga e edema. Exames complementares são essenciais, como o ecocardiograma, que demonstra a dilatação ventricular e a redução da fração de ejeção (disfunção sistólica). Outros exames incluem radiografia de tórax (cardiomegalia, congestão pulmonar), ressonância magnética cardíaca (avaliação da fibrose e etiologia) e dosagem de peptídeos natriuréticos (BNP/NT-proBNP), que se elevam na insuficiência cardíaca. O tratamento da CMD visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida. Inclui medidas farmacológicas como inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas da aldosterona e diuréticos, além de dispositivos como marca-passos biventriculares e desfibriladores implantáveis em casos selecionados. Em estágios avançados, o transplante cardíaco pode ser uma opção. É fundamental que residentes compreendam a distinção entre disfunção sistólica e diastólica para o diagnóstico e manejo corretos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da miocardiopatia dilatada?

Os sintomas mais comuns incluem dispneia (falta de ar), fadiga, edema periférico e intolerância ao exercício, resultantes da insuficiência cardíaca.

Como é feito o diagnóstico da miocardiopatia dilatada?

O diagnóstico é clínico, complementado por exames como ecocardiograma (que mostra dilatação e disfunção sistólica), radiografia de tórax, RM cardíaca e dosagem de peptídeos natriuréticos.

Qual a diferença entre disfunção sistólica e diastólica na miocardiopatia dilatada?

Na miocardiopatia dilatada, a disfunção predominante é sistólica, ou seja, o coração tem dificuldade em ejetar o sangue. A disfunção diastólica refere-se à dificuldade de enchimento ventricular.

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