Hanseníase: Diferenças na Poliquimioterapia Única (PQT-U)

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024

Enunciado

O Ministério da Saúde adotou a partir de 2021 o esquema de poliquimioterapia único (PQT-U) para os casos diagnosticados com hanseníase. Qual a diferença dos esquemas terapêuticos entre os casos paucibacilares e multibacilares?

Alternativas

  1. A) Os esquemas terapêuticos são iguais, sem nenhuma diferença.
  2. B) Os esquemas terapêuticos são iguais, diferindo no tempo de tratamento, no qual os casos paucibacilares são tratados por 6 meses e os multibacilares por 12 meses.
  3. C) Os esquemas terapêuticos são iguais, diferindo na dose dos medicamentos, sendo os casos paucibacilares com doses mais baixas que os multibacilares.
  4. D) Os esquemas terapêuticos diferem no tipo de antibióticos entre os casos paucibacilares e multibacilares, embora sejam da mesma classe.

Pérola Clínica

PQT-U Hanseníase: esquemas são iguais, mas paucibacilares tratam por 6 meses e multibacilares por 12 meses.

Resumo-Chave

A poliquimioterapia única (PQT-U) para hanseníase, adotada pelo Ministério da Saúde a partir de 2021, padroniza os medicamentos utilizados para casos paucibacilares (PB) e multibacilares (MB). A principal diferença entre os esquemas reside na duração do tratamento: 6 meses para casos PB e 12 meses para casos MB, devido à carga bacilar e ao risco de recidiva.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar dos avanços, ainda é um problema de saúde pública em muitas regiões, incluindo o Brasil. A epidemiologia mostra que a detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades. A fisiopatologia envolve a infecção por M. leprae, que tem tropismo por células de Schwann e macrófagos. A doença se manifesta em um espectro clínico, desde a forma tuberculoide (paucibacilar, com boa resposta imune e poucas lesões) até a forma lepromatosa (multibacilar, com resposta imune deficiente e múltiplas lesões). A classificação em paucibacilar (PB) e multibacilar (MB) é fundamental para o tratamento. O tratamento da hanseníase é baseado na poliquimioterapia (PQT) recomendada pela OMS. A partir de 2021, o Ministério da Saúde adotou a PQT-U, que padroniza os medicamentos (Rifampicina, Dapsona, Clofazimina) mas mantém a diferença na duração: 6 meses para PB e 12 meses para MB. O tratamento supervisionado é essencial para garantir a adesão e a cura, prevenindo recidivas e resistência medicamentosa.

Perguntas Frequentes

Quais medicamentos compõem a poliquimioterapia única (PQT-U) para hanseníase?

A PQT-U para hanseníase é composta por Rifampicina, Dapsona e Clofazimina. A combinação e a duração variam conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar.

Qual a principal diferença entre o tratamento de hanseníase paucibacilar e multibacilar na PQT-U?

A principal diferença é a duração do tratamento: 6 meses para casos paucibacilares e 12 meses para casos multibacilares. Os medicamentos são os mesmos, mas a Clofazimina é administrada diariamente apenas em casos multibacilares.

Por que o Ministério da Saúde adotou a poliquimioterapia única (PQT-U) para hanseníase?

A PQT-U foi adotada para simplificar os esquemas de tratamento, aumentar a adesão dos pacientes, reduzir a resistência aos medicamentos e melhorar a eficácia do controle da hanseníase, alinhando-se às recomendações da OMS.

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