Contracepção e Trombose: Escolhas Seguras e Riscos

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020

Enunciado

Com relação aos métodos contraceptivos podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) Nas pílulas monofásicas encontramos doses diferentes de estrogênio e progesterona.
  2. B) O anel vaginal tem como mecanismo de ação o de barreira.
  3. C) O DIU de progesterona não tem ação anovulatória.
  4. D) Paciente com doença inflamatória aguda não tem contraindicação para DIU de cobre.
  5. E) A minipílula de progesterona pode ser utilizada em pacientes com passado de trombose venosa profunda.

Pérola Clínica

Minipílula progesterona = segura em história de trombose venosa profunda.

Resumo-Chave

A minipílula de progesterona isolada é uma opção contraceptiva segura para pacientes com histórico de trombose venosa profunda, pois não contém estrogênio, que é o componente associado ao aumento do risco tromboembólico. Diferente das pílulas combinadas, seu mecanismo de ação principal não é a anovulação.

Contexto Educacional

O conhecimento sobre os diferentes métodos contraceptivos e suas indicações e contraindicações é essencial para a prática médica, especialmente para residentes. As pílulas monofásicas contêm doses fixas de estrogênio e progesterona em todos os comprimidos ativos, ao contrário das multifásicas que variam as doses. O anel vaginal, assim como o adesivo transdérmico e as pílulas combinadas, tem como mecanismo de ação principal a inibição da ovulação, além de alterar o muco cervical e o endométrio, e não apenas o de barreira. O DIU de progesterona (SIU-LNG) age principalmente localmente, espessando o muco cervical e causando atrofia endometrial, o que dificulta a passagem dos espermatozoides e a implantação. Embora possa haver alguma supressão ovariana, sua ação anovulatória não é o mecanismo principal e muitas mulheres continuam a ovular. Portanto, a afirmação de que não tem ação anovulatória é imprecisa, pois pode ocorrer, mas não é seu efeito primário. Pacientes com doença inflamatória pélvica (DIP) aguda ou infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ativas têm contraindicação para a inserção do DIU de cobre, devido ao risco de exacerbação da infecção. A minipílula de progesterona isolada é uma excelente opção para pacientes com contraindicações ao estrogênio, como histórico de trombose venosa profunda, migrânea com aura ou tabagismo em idade avançada, pois a progesterona isolada não aumenta significativamente o risco tromboembólico. Portanto, a afirmação de que a minipílula de progesterona pode ser utilizada em pacientes com passado de trombose venosa profunda está correta.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação do DIU de progesterona e ele causa anovulação?

O DIU de progesterona age principalmente espessando o muco cervical, tornando-o hostil à passagem de espermatozoides, e causando atrofia endometrial. Embora possa haver alguma supressão ovariana em algumas mulheres, sua ação anovulatória não é o principal mecanismo e muitas continuam a ovular.

Quais são as contraindicações para o uso do DIU de cobre?

As contraindicações para o DIU de cobre incluem gravidez, doença inflamatória pélvica (DIP) ativa ou recente, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) não tratadas, sangramento vaginal inexplicado, câncer cervical ou endometrial, e malformações uterinas que distorçam a cavidade. Doença inflamatória aguda é uma contraindicação.

Por que a minipílula de progesterona é segura para pacientes com histórico de trombose venosa profunda?

A minipílula de progesterona é segura porque não contém estrogênio, que é o hormônio associado ao aumento do risco de trombose. A progesterona isolada não aumenta significativamente o risco tromboembólico, tornando-a uma opção viável e de baixo risco para essas pacientes.

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