CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
R.L.S, sexo masculino, 45 anos, procura emergência durante a madrugada, com quadro de cefaleia hemicraniana esquerda há 2h, associada a fotofobia e fonofobia, além de náuseas e distensão abdominal. Fez uso de dipirona 1g sem melhora. É tabagista (30 maços/ano) e hipertenso. Refere episódios similares anteriormente. Ao exame sem déficits neurológicos. PA 140x90mmHg FC:90bpm FR:18irpm. O diagnóstico mais provável e tratamento recomendado, respectivamente, são:
Migrânea sem aura → Cefaleia hemicraniana, fotofobia, fonofobia, náuseas. Tratamento agudo: AINE + procinético.
A migrânea sem aura é uma cefaleia primária comum, caracterizada por dor unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, associada a sintomas como náuseas, fotofobia e fonofobia. O tratamento agudo de primeira linha geralmente envolve AINEs, analgésicos e procinéticos para alívio dos sintomas associados.
A migrânea é uma cefaleia primária comum, afetando uma parcela significativa da população e sendo uma das principais causas de incapacidade. É crucial para o residente saber reconhecer seus critérios diagnósticos e diferenciá-la de outras cefaleias, especialmente em um cenário de emergência, onde a apresentação pode ser atípica ou grave. A história clínica detalhada, incluindo a presença de fotofobia, fonofobia, náuseas e o caráter da dor, é fundamental para o diagnóstico correto. Fisiopatologicamente, a migrânea envolve a ativação do sistema trigeminal e a liberação de neuropeptídeos vasoativos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios da International Headache Society (IHS). A presença de fatores de risco como tabagismo e hipertensão, embora não causem a migrânea, podem influenciar a gravidade ou a resposta ao tratamento, e devem ser considerados no manejo geral do paciente. O tratamento da crise aguda visa aliviar a dor e os sintomas associados. A escolha da medicação depende da intensidade da dor e da presença de comorbidades. Para casos leves a moderados, AINEs e analgésicos simples são a primeira escolha. Procinéticos são úteis para náuseas e para otimizar a absorção dos analgésicos. Em casos mais graves ou refratários, triptanos podem ser necessários. O manejo adequado não só alivia o sofrimento do paciente, mas também previne a cronificação da dor.
Os critérios incluem pelo menos cinco crises com duração de 4-72 horas, características da dor (unilateral, pulsátil, moderada/grave, agravada por atividade física) e sintomas associados (náuseas/vômitos, fotofobia e fonofobia).
O tratamento de primeira linha geralmente envolve analgésicos (como dipirona ou paracetamol), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e um procinético (como metoclopramida) para náuseas e para melhorar a absorção dos analgésicos.
Os triptanos são indicados para crises de migrânea moderadas a graves, ou quando AINEs e analgésicos simples não são eficazes. Eles são agonistas seletivos dos receptores de serotonina e atuam na vasoconstrição dos vasos cerebrais e inibição da liberação de neuropeptídeos.
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