Migrânea (Enxaqueca): Entenda as Fases da Crise

SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2021

Enunciado

As cefaleias primárias são doenças com episódios recorrentes de dor de cabeça, sendo correto que

Alternativas

  1. A) Migrânea (enxaqueca) caracteriza-se por crises não recorrentes constituídas por até cinco fases (nem sempre estão presentes todas elas).
  2. B) Migrânea (enxaqueca) caracteriza-se por crises recorrentes constituídas por até dez fases (nem sempre estão presentes todas elas).
  3. C) Migrânea (enxaqueca) caracteriza-se por crises recorrentes constituídas por até cinco fases (sempre estão presentes todas elas).
  4. D) Migrânea (enxaqueca) caracteriza-se por crises recorrentes constituídas por até cinco fases (nem sempre estão presentes todas elas).

Pérola Clínica

Migrânea = crises recorrentes com até 5 fases, nem todas sempre presentes.

Resumo-Chave

A enxaqueca é uma cefaleia primária complexa, caracterizada por crises recorrentes que podem incluir pródromos, aura, fase de dor, fase de resolução e pósdromos. É crucial entender que a presença de todas as fases não é obrigatória para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A migrânea, ou enxaqueca, é uma das cefaleias primárias mais comuns e incapacitantes, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça, geralmente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, que piora com a atividade física e é acompanhada por náuseas, vômitos, fotofobia e/ou fonofobia. Sua fisiopatologia envolve a ativação do sistema trigeminal e disfunções em vias cerebrais moduladoras da dor. As crises de enxaqueca podem ser divididas em até cinco fases, embora nem todas estejam sempre presentes. Estas fases incluem: 1) Pródromos, que ocorrem horas ou dias antes da dor (ex: fadiga, irritabilidade); 2) Aura, sintomas neurológicos focais reversíveis que precedem ou acompanham a dor (mais comumente visuais); 3) Fase de dor, a cefaleia propriamente dita; 4) Fase de resolução; e 5) Pósdromos, sintomas residuais após a dor (ex: cansaço, dificuldade de concentração). O diagnóstico da enxaqueca é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3). O tratamento envolve abordagens agudas para aliviar a dor e preventivas para reduzir a frequência e intensidade das crises. É fundamental reconhecer a variabilidade das fases para um diagnóstico preciso e manejo adequado, evitando a expectativa de uma apresentação "clássica" em todas as crises.

Perguntas Frequentes

Quais são as cinco fases potenciais de uma crise de enxaqueca?

As fases incluem pródromos (sintomas premonitórios), aura (sintomas neurológicos focais reversíveis), fase de dor (cefaleia propriamente dita), fase de resolução e pósdromos (sintomas residuais após a dor).

É obrigatório que todas as fases da enxaqueca estejam presentes para o diagnóstico?

Não, a presença de todas as fases não é obrigatória. A enxaqueca é um espectro de apresentações e um paciente pode ter crises com ou sem aura, e com diferentes combinações de pródromos e pósdromos.

Como a enxaqueca se diferencia de outras cefaleias primárias?

A enxaqueca tipicamente apresenta dor pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, agravada por atividade física, e associada a náuseas/vômitos, fotofobia e fonofobia, diferentemente da cefaleia tensional ou em salvas.

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