UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Mulher de 20 anos sofre com crises de cefaleia hemicraniana, geralmente acompanhadas de náuseas, foto e fonofobia, desde os 16 anos. As crises são de forte intensidade e recorrentes, atualmente, ocorrendo 2 a 3 vezes por semana, dificultando suas atividades estudantis. Faz uso de analgésicos comuns e anti-inflamatórios com resposta progressivamente pior em relação ao efeito que observava anteriormente. A medicação que pode ser considerada como opção para esta paciente é o(a):
Enxaqueca crônica + uso excessivo de analgésicos → Profilaxia com amitriptilina é uma opção eficaz.
A paciente apresenta um quadro clássico de enxaqueca com alta frequência e piora com analgésicos comuns, sugerindo cefaleia por uso excessivo de medicação. Nesses casos, a profilaxia é fundamental, e a amitriptilina é uma das opções de primeira linha para reduzir a frequência e intensidade das crises.
A enxaqueca é uma cefaleia primária comum, caracterizada por crises de dor hemicraniana pulsátil, acompanhada de sintomas como náuseas, foto e fonofobia. A prevalência é maior em mulheres jovens. A cronificação da enxaqueca, muitas vezes associada ao uso excessivo de analgésicos, representa um desafio terapêutico significativo, impactando a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society (IHS). A suspeita de cefaleia por uso excessivo de medicação deve surgir em pacientes com enxaqueca que utilizam analgésicos agudos por 10-15 ou mais dias por mês. O manejo envolve a retirada da medicação abusiva e o início de um tratamento profilático adequado. O tratamento da enxaqueca crônica e da cefaleia por uso excessivo de medicação exige uma abordagem multifacetada, incluindo educação do paciente, manejo das crises agudas e, crucialmente, a profilaxia. Drogas como a amitriptilina são eficazes na redução da frequência e intensidade das crises, melhorando o prognóstico e a funcionalidade do paciente.
A enxaqueca crônica é diagnosticada quando a cefaleia ocorre em 15 ou mais dias por mês por mais de 3 meses, sendo que pelo menos 8 desses dias preenchem critérios para enxaqueca.
A profilaxia é indicada quando as crises são frequentes (≥4 dias/mês), incapacitantes, ou quando há uso excessivo de medicação abortiva, como no caso da paciente.
As opções de primeira linha incluem betabloqueadores (propranolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) e alguns anticonvulsivantes (topiramato, divalproato de sódio).
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