Migrânea Crônica: Escolha da Profilaxia Ideal

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 59a, queixa-se de cefaleia desde os 19 anos caracterizada por dor hemicraniana (mas com variação de lateralidade nas crises), pulsátil, associada a fotofobia e náuseas, piora com esforço. Nega sintomas precedentes, exceto fadiga inespecífica. Refere que os episódios eram muito raros, mas atualmente tem apresentado cerca de seis crises ao mês, sem qualquer mudança de característica, o que tem atrapalhado sua atividade laboral. Antecedentes: constipação intestinal (1 evacuação a cada 15 dias); tabagismo 30 anos-maço e doença pulmonar obstrutiva crônica. Exame físico: PA=112x72mmHg; FC=56bpm; FR=14irpm; IMC=33,2Kg/m²; Exame físico geral e neurológico: sem alterações. CONSIDERANDO O CASO ACIMA, O MEDICAMENTO INDICADO PARA A PROFILAXIA DAS CRISES É: 

Alternativas

Pérola Clínica

Migrânea crônica com comorbidades → escolher profilaxia com menor impacto em condições pré-existentes.

Resumo-Chave

A escolha do tratamento profilático para migrânea crônica deve considerar as comorbidades do paciente para otimizar a adesão e minimizar efeitos adversos. Neste caso, a presença de DPOC, constipação e obesidade direciona a escolha para agentes como o Topiramato.

Contexto Educacional

A migrânea crônica é uma condição debilitante, definida por cefaleia em 15 ou mais dias por mês, por pelo menos 3 meses, com pelo menos 8 dias preenchendo critérios de migrânea. A profilaxia é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir a frequência das crises, sendo indicada quando há mais de 4 crises/mês ou impacto significativo na vida do paciente. A escolha do agente profilático deve ser individualizada, considerando o perfil de efeitos adversos e as comorbidades do paciente. Por exemplo, betabloqueadores são contraindicados em DPOC e asma, antidepressivos tricíclicos podem agravar constipação, e alguns anticonvulsivantes como o topiramato podem ser benéficos em pacientes com obesidade devido ao potencial de perda de peso. O tratamento profilático visa reduzir a frequência, intensidade e duração das crises, além de melhorar a resposta aos tratamentos agudos. É importante iniciar com doses baixas e aumentar gradualmente, monitorando os efeitos adversos e a eficácia ao longo de 2-3 meses antes de considerar a falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnóstico de migrânea crônica?

A migrânea crônica é diagnosticada quando a cefaleia ocorre em 15 ou mais dias por mês, por pelo menos 3 meses, com pelo menos 8 dias preenchendo os critérios para migrânea.

Quais medicamentos são indicados para profilaxia da migrânea?

As opções incluem betabloqueadores (propranolol, metoprolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), anticonvulsivantes (topiramato, divalproato) e, mais recentemente, anticorpos monoclonais anti-CGRP.

Como as comorbidades influenciam a escolha do tratamento profilático da migrânea?

Comorbidades como DPOC contraindicam betabloqueadores. Constipação pode ser agravada por tricíclicos. Obesidade pode ser beneficiada pelo topiramato devido ao potencial de perda de peso, tornando a escolha individualizada.

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