Migrânea: Classificação e Diagnóstico Atualizado (ICHD-3)

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Sobre a migrânea (enxaqueca), assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Na migrânea com aura o tipo mais comum é a que se manifesta com hemiparesia/hemiplegia que dura no máximo 60 minutos antes do início da dor.
  2. B) Segundo os critérios diagnósticos mais recentes para migrânea sem aura, pela terceira classificação internacional das cefaleias, colocam que a dor pode durar até 7 dias.
  3. C) Para classificar uma migrânea como crônica, é necessária a frequência de 8 dias/mês (média de 2 por semana) por pelo menos 1 ano e o diagnóstico de enxaqueca há pelo menos 5 anos.
  4. D) A terceira classificação internacional das cefaleias traz a denominação de migrânea com aura do tronco cerebral em que a aura pode se manifestar através de diplopia, zumbido e até rebaixamento do nível de consciência, dentre outros sintomas possíveis, substituindo o antigo conceito de migrânea basilar.
  5. E) A migrânea crônica raramente leva ao uso excessivo de analgésicos, pois, no decorrer das crises, há aumento do limiar de dor por produção endógena analgésica na substância cinzenta periaquedutal.

Pérola Clínica

Migrânea com aura do tronco cerebral (ICHD-3) = antiga migrânea basilar, com sintomas de tronco.

Resumo-Chave

A Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3) atualizou a terminologia, substituindo "migrânea basilar" por "migrânea com aura do tronco cerebral", que inclui sintomas como diplopia, vertigem, disartria e até rebaixamento de consciência.

Contexto Educacional

A migrânea, ou enxaqueca, é uma cefaleia primária incapacitante que afeta milhões de pessoas globalmente. Sua correta classificação e diagnóstico são fundamentais para um manejo eficaz. A Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3) é a ferramenta padrão para categorizar os diferentes tipos de cefaleias, incluindo a migrânea, e é frequentemente cobrada em provas de residência. A ICHD-3 trouxe importantes atualizações, como a substituição da antiga "migrânea basilar" pela "migrânea com aura do tronco cerebral". Esta última é caracterizada por sintomas de aura que claramente se originam no tronco cerebral, como vertigem, disartria, zumbido, diplopia, ataxia, e até rebaixamento do nível de consciência, sem fraqueza motora. É crucial diferenciar a duração da dor (4-72h na migrânea sem aura) e da aura (geralmente 5-60 minutos). A migrânea crônica, definida por cefaleia em 15 ou mais dias/mês por 3 meses, sendo 8 dias com características de migrânea, é uma condição desafiadora. O uso excessivo de analgésicos é uma complicação comum e pode perpetuar a cefaleia, transformando-a em cefaleia por uso excessivo de medicação. O conhecimento dessas nuances é vital para o diagnóstico preciso e a escolha terapêutica adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para migrânea sem aura segundo a ICHD-3?

A migrânea sem aura requer pelo menos 5 crises com duração de 4 a 72 horas (não tratada), com características de dor unilateral, pulsátil, intensidade moderada a grave, agravada por atividade física, e acompanhada de náuseas/vômitos ou foto/fonofobia.

O que caracteriza a migrânea com aura do tronco cerebral?

Caracteriza-se por sintomas de aura que se originam no tronco cerebral, como disartria, vertigem, zumbido, diplopia, ataxia, hipoacusia, e até rebaixamento de consciência, sem fraqueza motora.

Como é definida a migrânea crônica?

Migrânea crônica é definida pela ocorrência de cefaleia por 15 ou mais dias por mês por mais de 3 meses, sendo que pelo menos 8 desses dias preenchem os critérios para migrânea.

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