Migrânea com Aura na Infância: Diagnóstico e Tratamento
MedEvo Simulado — Prova 2026
Enunciado
Letícia, 9 anos, é levada ao neuropediatra devido a crises de cefaleia pulsátil, bilateral, de forte intensidade, associadas a vômitos e prostração, com duração variando entre 2 e 6 horas. A mãe relata que, nos últimos três meses, a frequência aumentou para dois episódios por semana, resultando em faltas escolares frequentes e isolamento social durante os eventos. Além disso, a paciente descreve que, cerca de 20 minutos antes da dor começar, ela apresenta visão embaçada e uma sensação de "formigamento" que sobe do braço direito até a face, durando aproximadamente 30 minutos. O exame físico geral e o exame neurológico, incluindo a fundoscopia, encontram-se rigorosamente normais. Com base nos critérios diagnósticos e nas recomendações de manejo para a faixa etária, assinale a alternativa correta.
Alternativas
A) A ocorrência de aura sensitiva (parestesia ascendente) associada à cefaleia pulsátil obriga a realização imediata de Ressonância Magnética de crânio e angiorressonância para descartar malformações arteriovenosas ou síndrome de vasoconstrição.
B) Para o manejo agudo das crises nesta paciente, o uso de derivados da ergotamina, como a di-hidroergotamina, é a primeira escolha terapêutica recomendada devido à sua maior eficácia em crianças que apresentam aura típica.
C) O quadro clínico descrito é compatível com cefaleia tensional episódica frequente, uma vez que a duração inferior a 4 horas e a localização bilateral são critérios de exclusão para o diagnóstico de migrânea na faixa etária pediátrica.
D) O diagnóstico é de migrânea com aura; a localização bilateral da dor em crianças é um achado frequente que não invalida o diagnóstico, e a frequência das crises com prejuízo funcional indica a necessidade de terapia profilática.
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