PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Mulher de 42 anos informa ter migrânea, manifestando aura de hemiplegia. Relata que tem apresentado duas crises por semana de cefaleia intensa, com limitação das atividades de vida. É portadora de dismenorreia e hipertensão arterial sistêmica. Faz uso de ciproterona/etinilestradiol e losartana. Para o controle das crises de cefaleia, faz uso de anti-inflamatório não esteroidal. Ao exame físico, PA 152/94 mmHg FC 68bpm. Sem anormalidades outras. Assinale a alternativa ERRADA em relação à prevenção de acidente vascular encefálico nessa paciente:
Migrânea com aura hemiplégica → Triptanos são CONTRAINDICADOS pelo risco de vasoespasmo e AVC.
Pacientes com aura hemiplégica possuem risco elevado de AVC; o uso de vasoconstritores (triptanos) e estrogênios deve ser evitado.
A migrânea com aura hemiplégica é um subtipo raro e grave de enxaqueca caracterizado por déficit motor (hemiparesia/hemiplegia) durante a aura. Esses pacientes apresentam uma vulnerabilidade vascular aumentada. O manejo clínico exige controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão arterial. A combinação de aura hemiplégica, tabagismo (se houver), hipertensão e uso de estrogênios cria um perfil de altíssimo risco para eventos isquêmicos cerebrais. A profilaxia medicamentosa é mandatória quando as crises são frequentes, visando reduzir a intensidade e a recorrência dos episódios.
Os triptanos (como o sumatriptano) são agonistas 5-HT1B/1D que promovem vasoconstrição craniana. Na migrânea com aura hemiplégica, já existe um risco intrínseco de isquemia cerebral; o uso de vasoconstritores pode precipitar um Acidente Vascular Encefálico (AVC).
O uso de anticoncepcionais hormonais combinados (contendo etinilestradiol) em mulheres com enxaqueca com aura aumenta significativamente o risco de AVC isquêmico. Por isso, a recomendação é suspender o estrogênio e optar por métodos de progesterona isolada ou não hormonais.
Para crises agudas de migrânea com aura hemiplégica, devem-se utilizar analgésicos comuns, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) ou neurolépticos. Triptanos e derivados de ergotamina devem ser rigorosamente evitados.
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