Migrânea com Aura: Identificando Sinais Típicos e Atípicos

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo feminino de 16 anos, relata início de crises de cefaleia há cerca de 1 ano. As crises ocorrem sem periodicidade específica. Em geral, minutos antes das crises, a paciente observa escotomas em seu campo de visão; na medida em que estes vão desaparecendo, surge uma dor pulsátil, bilateral, nas regiões temporais, e com náusea muito intensa. Tendo sido feita a hipótese diagnóstica de migrânea, qual dos aspectos descritos nas crises NÃO É TÍPICO desta condição?

Alternativas

  1. A) Presença de aura
  2. B) Dor pulsátil
  3. C) Dor bilateral
  4. D) Presença de náusea intensa

Pérola Clínica

Migrânea com aura: dor pulsátil, náusea, fotofobia. TÍPICO é dor unilateral, não bilateral.

Resumo-Chave

A migrânea (enxaqueca) é classicamente caracterizada por dor de cabeça unilateral e pulsátil, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. A presença de aura visual, como escotomas, é comum. Embora a dor bilateral possa ocorrer em alguns pacientes, não é o aspecto mais típico da condição, que é predominantemente unilateral.

Contexto Educacional

A migrânea, comumente conhecida como enxaqueca, é uma cefaleia primária crônica e incapacitante que afeta uma parcela significativa da população, especialmente mulheres jovens. Caracteriza-se por crises recorrentes de dor de cabeça, que podem ser precedidas por uma aura neurológica. A compreensão de seus critérios diagnósticos é fundamental para o manejo adequado e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia da migrânea é complexa, envolvendo a ativação do sistema trigeminal, disfunção cortical e alterações nos níveis de neurotransmissores. Clinicamente, a migrânea com aura é definida pela presença de sintomas neurológicos focais reversíveis (geralmente visuais, sensitivos ou de linguagem) que se desenvolvem gradualmente antes ou durante a cefaleia. A dor de cabeça é tipicamente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, e frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. O tratamento da migrânea envolve abordagens agudas para aliviar a dor durante as crises e tratamentos profiláticos para reduzir a frequência e a intensidade dos ataques. É crucial que os profissionais de saúde saibam identificar os aspectos típicos da migrânea para um diagnóstico correto, evitando confusões com outras cefaleias. Embora a dor bilateral possa ocorrer em alguns casos, a unilateralidade é um dos pilares diagnósticos mais fortes e um aspecto distintivo da migrânea clássica, sendo importante ressaltar que a dor bilateral não é a apresentação mais típica da condição.

Perguntas Frequentes

Quais são as características típicas da dor na migrânea?

A dor na migrânea é tipicamente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, e piora com a atividade física. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e fonofobia (sensibilidade ao som).

O que é a aura na migrânea e quais são seus sintomas mais comuns?

A aura é um conjunto de sintomas neurológicos focais reversíveis que precedem ou acompanham a fase de dor da migrânea. A aura visual é a mais comum, manifestando-se como escotomas cintilantes, linhas em zigue-zague ou perda de campo visual. Outras auras podem ser sensitivas (formigamento) ou motoras.

Como diferenciar a migrânea de outras cefaleias primárias?

A migrânea se diferencia da cefaleia tensional pela sua natureza pulsátil, unilateralidade (geralmente), intensidade e sintomas associados (náuseas, fotofobia). Da cefaleia em salvas, diferencia-se pela duração das crises, localização (orbital/temporal) e sintomas autonômicos (lacrimejamento, rinorreia).

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