IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Nuligesta, 25 anos, em uso de pílula contraceptiva (0,03 mg de etinilestradiol e 0,15 mg de levonorgestrel) há seis meses, apresenta episódios de cefaleia hemicraniana pulsátil, associada a fotofobia e náuseas, precedidas por escotomas cintilantes, desde o início do tratamento. Não usava método contraceptivo anteriormente. Não possui outras comorbidades. Qual a melhor conduta nesse caso?
Migrânea com aura + Contraceptivo Oral Combinado (COC) = Risco ↑ AVC isquêmico → Suspender COC e optar por método sem estrogênio.
A migrânea com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos orais combinados (COCs) devido ao aumento significativo do risco de acidente vascular cerebral isquêmico. O estrogênio presente nos COCs eleva o risco trombótico, que é potencializado pela presença da aura migranosa. Nesses casos, a conduta correta é suspender o COC e orientar a paciente para métodos contraceptivos que não contenham estrogênio, como os métodos apenas com progestagênio ou métodos não hormonais.
A migrânea com aura é uma condição neurológica caracterizada por sintomas neurológicos focais transitórios (aura), que geralmente precedem ou acompanham a cefaleia. A aura mais comum é visual (escotomas cintilantes, linhas em zigue-zague), mas pode ser sensitiva ou motora. A importância clínica reside no fato de que a migrânea com aura, por si só, já confere um risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, especialmente em mulheres jovens. Este risco é potencializado quando associado ao uso de contraceptivos hormonais combinados. A fisiopatologia da migrânea com aura envolve um fenômeno de depressão alastrante cortical, que pode levar a alterações na perfusão cerebral e aumentar a vulnerabilidade a eventos isquêmicos. Os contraceptivos orais combinados (COCs), que contêm estrogênio, aumentam o risco trombótico e a hipercoagulabilidade, elevando ainda mais o risco de AVC em mulheres com migrânea com aura. Por essa razão, a migrânea com aura é considerada uma contraindicação absoluta para o uso de COCs, conforme as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). A conduta nesse caso é a suspensão imediata do contraceptivo oral combinado. A paciente deve ser orientada sobre os riscos e aconselhada a utilizar métodos contraceptivos que não contenham estrogênio. As opções seguras incluem métodos apenas com progestagênio (como pílulas de progestagênio isolado, implantes subdérmicos, injetáveis de progestagênio ou DIU hormonal) ou métodos não hormonais (como o DIU de cobre, preservativos e métodos de barreira). A escolha do método deve ser individualizada, considerando as preferências da paciente e outras comorbidades.
A migrânea com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos orais combinados (COCs). A combinação da migrânea com aura e o estrogênio dos COCs aumenta significativamente o risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, especialmente em mulheres jovens.
O estrogênio, especialmente em doses mais altas, aumenta a coagulabilidade sanguínea e o risco de trombose. Em pacientes com migrânea com aura, já existe um risco basal aumentado de AVC, e o estrogênio potencializa esse risco, tornando a combinação perigosa.
Para mulheres com migrânea com aura, as opções contraceptivas seguras são aquelas que não contêm estrogênio. Isso inclui métodos apenas com progestagênio (pílulas de progestagênio isolado, injetáveis, implantes, DIU hormonal) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, diafragma, espermicidas).
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