Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Homem de 38 anos é avaliado para uma história de 6 meses de episódios cada vez mais frequentes de migrânea com aura. Ele tem crises de enxaqueca desde os 23 anos de idade, com episódios de aura durando 15 a 20 minutos, caracterizada por luzes cintilantes e visão embaçada. A frequência dos episódios de enxaqueca é de uma a duas vezes por mês. Dipirona, ibuprofeno e naproxeno têm se tornado pouco úteis. Sinais vitais, exame físico e neurológico são todos normais. Nesse momento, constitui a recomendação terapêutica correta para a migrânea:
Enxaqueca com aura frequente e refratária a AINEs → Sumatriptano (triptano) para tratamento agudo.
Em pacientes com migrânea com aura que não respondem a analgésicos comuns (AINEs), os triptanos, como o sumatriptano, são a primeira linha de tratamento agudo. Eles agem como agonistas seletivos dos receptores de serotonina 5-HT1B/1D, promovendo vasoconstrição e inibição da liberação de neuropeptídeos inflamatórios.
A migrânea, ou enxaqueca, é uma cefaleia primária comum e debilitante, caracterizada por crises de dor de cabeça pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. A migrânea com aura, como no caso apresentado, envolve sintomas neurológicos transitórios que precedem ou acompanham a dor de cabeça, sendo a aura visual a mais comum. A importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e na necessidade de um manejo eficaz para reduzir a frequência e a intensidade das crises. A fisiopatologia da migrânea envolve a ativação do sistema trigeminal vascular, com liberação de neuropeptídeos como o CGRP, que causam vasodilatação e inflamação neurogênica. Quando analgésicos comuns (como dipirona, ibuprofeno, naproxeno) se tornam ineficazes ou as crises são frequentes e incapacitantes, é necessário escalar o tratamento. Os triptanos, como o sumatriptano, são agonistas seletivos dos receptores 5-HT1B/1D, atuando na vasoconstrição dos vasos intracranianos dilatados e na inibição da liberação de neuropeptídeos pró-inflamatórios, sendo a primeira linha para o tratamento agudo de crises moderadas a graves. Além do tratamento agudo, a frequência crescente das crises (1-2 vezes por mês) sugere a necessidade de considerar a profilaxia da enxaqueca, que visa reduzir a frequência, intensidade e duração dos ataques. Medicamentos como topiramato, propranolol, amitriptilina e, mais recentemente, os anticorpos monoclonais anti-CGRP são opções para profilaxia. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando comorbidades e perfil de efeitos colaterais, e a educação do paciente sobre o manejo da doença é fundamental.
Os triptanos são indicados para o tratamento agudo de crises de enxaqueca moderadas a graves, ou quando analgésicos simples e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) não proporcionam alívio adequado. Eles são mais eficazes quando tomados no início da fase de dor, mas não durante a aura.
O sumatriptano é um agonista seletivo dos receptores de serotonina 5-HT1B e 5-HT1D. Ele atua causando vasoconstrição dos vasos sanguíneos cerebrais dilatados durante a crise de enxaqueca e inibindo a liberação de neuropeptídeos pró-inflamatórios, como a substância P e o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP).
As contraindicações incluem doença isquêmica cardíaca (angina, infarto prévio), acidente vascular cerebral (AVC) prévio, doença vascular periférica, hipertensão não controlada, síndrome de Wolff-Parkinson-White e uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) ou outros triptanos/ergotamínicos.
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