UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Em relação à migrânea, é correto afirmar:
Migrânea: tipo mais comum é sem aura, localização unilateral, início < 50 anos, forte componente familiar.
A migrânea sem aura é o tipo mais prevalente, e a história familiar positiva é um fator de risco significativo, indicando uma forte predisposição genética. A dor é classicamente unilateral e pulsátil, e o início geralmente ocorre antes dos 50 anos.
A migrânea, ou enxaqueca, é uma cefaleia primária crônica e incapacitante, que afeta uma parcela significativa da população mundial, sendo mais prevalente em mulheres. Sua importância clínica reside na alta morbidade e impacto na qualidade de vida dos pacientes, exigindo um diagnóstico preciso e manejo adequado. É fundamental para o médico residente compreender suas características para um tratamento eficaz. A fisiopatologia da migrânea envolve uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais, com disfunção do sistema trigeminal e alterações na modulação da dor. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society (IHS), que diferenciam a migrânea com e sem aura. A suspeita deve surgir em pacientes com cefaleias recorrentes, pulsáteis e associadas a sintomas autonômicos. O tratamento da migrânea inclui medidas não farmacológicas, tratamento agudo das crises (analgésicos, AINEs, triptanos) e profilaxia para pacientes com crises frequentes ou incapacitantes. O prognóstico varia, mas com o manejo correto, muitos pacientes conseguem controlar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida. É crucial identificar e tratar comorbidades e educar o paciente sobre gatilhos e manejo da doença.
A migrânea sem aura é caracterizada por crises de cefaleia unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, agravada por atividade física, e associada a náuseas/vômitos ou foto/fonofobia. É o tipo mais comum de enxaqueca.
A história familiar é um fator de risco significativo para migrânea, indicando uma forte predisposição genética. Muitos pacientes com migrânea têm parentes de primeiro grau com a mesma condição, reforçando o componente hereditário.
A forma mais comum de aura na migrânea é a visual, caracterizada por sintomas como escotomas cintilantes, linhas em zigue-zague ou perda de campo visual. A aura sensorial, embora possível, é menos frequente que a visual.
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