Corticoterapia na HAM: Rastreio de Infecções Essencial

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023

Enunciado

Antes de iniciar a corticoterapia nesses pacientes com HAM mielopatia associada ao HTLV-1 (HTLV-1 associated myelopathy), é fundamental realizar avaliação clínica para excluir outras comorbidades, de acordo com o item correto :

Alternativas

  1. A) Que possam se exacerbar em consequência do uso de corticoide. São elas, principalmente: infecção pelo HIV, hepatites B e C, sífilis, estrongiloidíase, tuberculose e escabiose.
  2. B) Que não possam se exacerbar em consequência do uso de corticoide. São elas, principalmente: infecção pelo HIV, hepatites B e C, sífilis, estrongiloidíase, tuberculose e escabiose.
  3. C) Que possam se exacerbar em consequência do uso de corticoide. São elas, principalmente: infecção pelo HIV, hepatites B e C, sífilis, estrongiloidíase, tuberculose e não a escabiose.
  4. D) Que possam se exacerbar em consequência do uso de corticoide. São elas, principalmente: infecção pelo HIV, hepatites B e C, sífilis, estrongiloidíase, mas não tuberculose e escabiose.

Pérola Clínica

Antes de corticoides para HAM, rastrear infecções latentes (TB, Strongyloides, HIV, hepatites, sífilis) e escabiose, que podem exacerbar.

Resumo-Chave

A corticoterapia em pacientes com Mielopatia Associada ao HTLV-1 (HAM) pode levar à exacerbação de infecções latentes ou oportunistas. É crucial rastrear condições como tuberculose, estrongiloidíase, infecções virais (HIV, hepatites B e C) e sífilis, além de escabiose, antes de iniciar o tratamento, para evitar complicações graves.

Contexto Educacional

A Mielopatia Associada ao HTLV-1 (HAM), também conhecida como Paraparesia Espástica Tropical (PET), é uma doença neurológica crônica e progressiva causada pelo vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1). Caracteriza-se por mielopatia inflamatória que afeta a medula espinhal, levando a fraqueza e espasticidade nos membros inferiores, disfunção vesical e intestinal. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada ao HTLV-1, com inflamação crônica no sistema nervoso central. O tratamento da HAM frequentemente inclui corticosteroides para modular a resposta inflamatória e tentar retardar a progressão da doença. No entanto, o uso de imunossupressores como os corticosteroides exige cautela devido ao risco de exacerbação de infecções latentes ou oportunistas. Antes de iniciar a corticoterapia, é imperativo realizar uma avaliação clínica e laboratorial completa para rastrear comorbidades que possam ser agravadas pela imunossupressão. Isso inclui infecções como tuberculose latente, estrongiloidíase, infecção pelo HIV, hepatites B e C, sífilis e até mesmo escabiose, que podem ter desfechos graves se não forem identificadas e tratadas previamente. A prevenção dessas exacerbações é crucial para a segurança do paciente e o sucesso do tratamento da HAM.

Perguntas Frequentes

Por que é importante rastrear estrongiloidíase antes de iniciar corticoterapia?

A estrongiloidíase, causada pelo parasita Strongyloides stercoralis, pode permanecer assintomática por anos. Sob imunossupressão, como a induzida por corticosteroides, pode ocorrer uma síndrome de hiperinfecção ou estrongiloidíase disseminada, com alta mortalidade, tornando o rastreio e tratamento prévio essenciais.

Quais são as principais infecções virais a serem rastreadas antes da corticoterapia?

As principais infecções virais a serem rastreadas incluem HIV, hepatite B e hepatite C. A reativação da hepatite B é uma preocupação particular em pacientes HBsAg positivos que recebem imunossupressores, necessitando de profilaxia antiviral.

Qual a relevância da tuberculose latente em pacientes que iniciarão corticoterapia?

A tuberculose latente pode ser reativada sob imunossupressão por corticosteroides, levando à tuberculose ativa. É fundamental realizar o rastreio (PPD ou IGRA) e, se positivo, considerar a quimioprofilaxia antes ou durante o início da corticoterapia para prevenir a doença ativa.

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