HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Entre as PVHTLV no Brasil, as manifestações mais comuns ligadas ao vírus são as neurológicas, representadas principalmente pela HAM mielopatia associada ao HTLV-1 (HTLV-1 associated myelopathy). Sendo correto que:
HAM/TSP (HTLV-1) = mielopatia crônica progressiva com disfunção motora, sensorial e autonômica.
A mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM/TSP) é uma doença neurológica crônica e progressiva que afeta a medula espinhal, causando disfunção motora (espasticidade, fraqueza), sensorial e autonômica (vesical, intestinal), com impacto significativo na qualidade de vida.
O vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) é um retrovírus endêmico em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Embora a maioria dos indivíduos infectados permaneça assintomática, uma parcela desenvolve doenças graves, sendo a mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM), também conhecida como paraparesia espástica tropical (TSP), a manifestação neurológica mais comum e debilitante. A HAM/TSP é uma mielopatia crônica e progressiva que afeta predominantemente a medula espinhal torácica. Caracteriza-se por uma tríade de disfunção motora (espasticidade e fraqueza progressiva dos membros inferiores), disfunção sensorial (parestesias, dor neuropática) e disfunção autonômica (bexiga neurogênica, constipação). A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória crônica mediada por células T CD4+ e CD8+ ativadas contra o vírus na medula. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com detecção de anticorpos anti-HTLV-1 no soro e líquor. O tratamento é sintomático, visando aliviar a espasticidade (com baclofeno, tizanidina), a dor e as disfunções vesical e intestinal. A doença tem um curso progressivo lento, levando à incapacidade funcional significativa ao longo do tempo, ressaltando a importância do manejo multidisciplinar.
Os principais sintomas motores incluem espasticidade progressiva dos membros inferiores, fraqueza muscular, alterações posturais e redução da flexibilidade, levando a dificuldades de marcha e mobilidade.
Não, a HAM/TSP é uma síndrome complexa que afeta não apenas a função motora, mas também a sensorial (parestesias, dor neuropática) e a autonômica, com disfunções vesical, intestinal e, em alguns casos, pulmonar.
A HAM/TSP é uma doença crônica e progressiva, sem cura. O tratamento visa o manejo dos sintomas, como espasticidade e dor, para melhorar a qualidade de vida do paciente.
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