Mielopatia Aguda: Diagnóstico e Exames Essenciais

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 20 anos é atendido no pronto-socorro com a queixa de fraqueza progressiva nos membros inferiores, há um dia, acompanhada de retenção urinária e fecal. Ao exame neurológico, paraparesia nos membros inferiores, nível sensitivo em T10, reflexos hiperativos nos membros inferiores e sinal de Babinski presente bilateralmente.Quanto ao procedimento diagnóstico, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Eletroneuromiografia dos membros inferiores.
  2. B) Punção liquórica.
  3. C) Ressonância nuclear magnética (RNM) da coluna lombar.
  4. D) Ressonância nuclear magnética (RNM) da coluna sacral.
  5. E) Ressonância nuclear magnética (RNM) da medula torácica.

Pérola Clínica

Fraqueza progressiva + nível sensitivo + disfunção esfincteriana + hiperreflexia → Mielopatia aguda = RNM medula (segmento afetado).

Resumo-Chave

A presença de nível sensitivo, hiperreflexia e sinal de Babinski em um quadro de fraqueza progressiva dos membros inferiores é altamente sugestiva de mielopatia. A RNM da medula espinhal é o exame de escolha para localizar e caracterizar a lesão, sendo crucial focar no segmento medular correspondente ao nível sensitivo.

Contexto Educacional

A mielopatia aguda é uma emergência neurológica caracterizada por disfunção súbita da medula espinhal, manifestando-se com fraqueza motora, alterações sensitivas e disfunção autonômica. Sua etiologia é variada, incluindo causas compressivas (tumores, hérnias, abscessos), inflamatórias (mielite transversa), infecciosas e vasculares. A rápida identificação e tratamento são cruciais para minimizar sequelas neurológicas permanentes. O diagnóstico baseia-se na história clínica e exame neurológico detalhado. A presença de um nível sensitivo claro, sinais de lesão de neurônio motor superior (hiperreflexia, Babinski) e disfunção esfincteriana são marcadores importantes de mielopatia. A ressonância nuclear magnética (RNM) da coluna vertebral, direcionada ao segmento medular correspondente ao nível sensitivo, é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, identificar a causa e guiar a conduta terapêutica. O tratamento da mielopatia aguda depende da etiologia subjacente. Causas compressivas podem exigir descompressão cirúrgica de emergência, enquanto mielites inflamatórias podem ser tratadas com corticosteroides. O prognóstico varia amplamente, sendo influenciado pela causa, gravidade da lesão e rapidez do início do tratamento. A reabilitação é fundamental no pós-tratamento para otimizar a recuperação funcional.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que indicam uma mielopatia aguda?

Mielopatia aguda é caracterizada por fraqueza progressiva dos membros, nível sensitivo definido, disfunção esfincteriana (retenção urinária/fecal) e, dependendo da fase, hiperreflexia e sinal de Babinski.

Qual é o exame de imagem de escolha para investigar uma mielopatia aguda?

A ressonância nuclear magnética (RNM) da medula espinhal é o exame de escolha, pois permite visualizar a medula e identificar lesões compressivas, inflamatórias ou isquêmicas.

Por que é importante determinar o nível sensitivo em casos de mielopatia?

O nível sensitivo ajuda a localizar o segmento medular afetado, direcionando a investigação por imagem para a região correta da coluna vertebral e evitando exames desnecessários.

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