Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
A identificação da doença mieloma múltiplo - MM em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Básica um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. A maioria dos pacientes apresenta-se com sinais e sintomas de infiltração plasmocitária (óssea ou de outros órgãos) ou lesão renal por deposição de proteína monoclonal tumoral. As manifestações clínicas mais comuns ao diagnóstico são listadas abaixo, qual dos itens apresenta erro?
Rim do mieloma = nefropatia por cilindros de CADEIAS LEVES monoclonais (Bence Jones), não cadeias pesadas.
A insuficiência renal no mieloma múltiplo é frequentemente causada pela nefropatia do mieloma, que se caracteriza pela deposição de cilindros de cadeias leves monoclonais (proteína de Bence Jones) nos túbulos renais. A alternativa D está incorreta ao mencionar 'cilindros de cadeia pesada monoclonal'.
O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia de células plasmáticas que se caracteriza pela proliferação clonal de plasmócitos na medula óssea, resultando na produção de uma imunoglobulina monoclonal. A identificação precoce e o encaminhamento adequado são essenciais para um melhor prognóstico. A doença é mais comum em idosos e suas manifestações clínicas são variadas, afetando principalmente ossos e rins. As manifestações clínicas do MM são classicamente resumidas pelos critérios CRAB: Hipercalcemia, Insuficiência Renal, Anemia e Lesões Ósseas. A doença óssea, com dor e fraturas patológicas, é a queixa mais comum. A insuficiência renal ocorre em cerca de metade dos pacientes e é multifatorial, sendo a principal causa a nefropatia do mieloma (rim do mieloma), que envolve a precipitação de cadeias leves monoclonais (proteína de Bence Jones) nos túbulos renais, formando cilindros obstrutivos. A hipercalcemia também contribui para a disfunção renal. O diagnóstico do MM requer a presença de plasmócitos clonais na medula óssea (>10%) ou plasmocitoma extramedular, além de evidência de lesão de órgão-alvo (CRAB) ou biomarcadores de malignidade. O tratamento visa controlar a doença, aliviar os sintomas e prevenir complicações, com terapias que incluem quimioterapia, transplante de células-tronco e novos agentes. O prognóstico melhorou significativamente com o avanço das terapias, mas a doença permanece incurável na maioria dos casos.
As manifestações mais comuns são as relacionadas aos critérios CRAB: Hipercalcemia, Insuficiência Renal, Anemia e Lesões Ósseas (dor óssea, fraturas patológicas). Outros sintomas incluem fadiga, infecções recorrentes e neuropatia.
A insuficiência renal no mieloma múltiplo pode se manifestar com edema, oligúria, uremia e elevação da creatinina. É frequentemente secundária à nefropatia do mieloma (rim do mieloma), que é a deposição de cilindros de cadeias leves monoclonais nos túbulos renais, e também pode ser agravada pela hipercalcemia e desidratação.
A proteína de Bence Jones são cadeias leves monoclonais (kappa ou lambda) produzidas em excesso pelas células plasmáticas malignas no mieloma múltiplo. Sua presença na urina é um marcador diagnóstico importante e sua precipitação nos túbulos renais é a principal causa da nefropatia do mieloma.
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