UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Idosa, 78 anos, durante avaliação por geriatra teve exame mostrando elevação de cálcio e anemia. O profissional prosseguiu com investigação e encontrou em radiografias de pelve alterações ósseas compatíveis com lesões líticas e na imunoeletroforese evidenciou monoclonalidade IgG-kappa. Sobre o diagnóstico provável pode-se inferir que:
Idosa com hipercalcemia, anemia, lesões líticas e IgG-kappa → Mieloma Múltiplo, confirmado por plasmocitose medular.
O mieloma múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos que se manifesta com a tríade clássica de anemia, hipercalcemia e lesões ósseas líticas, além da presença de proteína monoclonal. A confirmação diagnóstica exige a detecção de plasmócitos clonais na medula óssea.
O Mieloma Múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos que se caracteriza pela proliferação clonal de plasmócitos na medula óssea, resultando na produção de uma imunoglobulina monoclonal. É mais comum em idosos, com uma incidência crescente após os 60 anos, e representa cerca de 10% das neoplasias hematológicas. Seu reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e melhora do prognóstico, sendo um tema frequente em provas de residência médica. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada de plasmócitos que produzem citocinas, levando a disfunções como a reabsorção óssea (lesões líticas, hipercalcemia), supressão da hematopoiese normal (anemia, leucopenia, plaquetopenia) e insuficiência renal. O diagnóstico é baseado na tríade clínica (anemia, hipercalcemia, lesões ósseas), na detecção da proteína M por imunoeletroforese e na biópsia de medula óssea que revela plasmocitose clonal. A suspeita deve surgir em pacientes idosos com sintomas inespecíficos como fadiga, dor óssea ou fraturas patológicas. O tratamento do mieloma múltiplo evoluiu significativamente, incluindo quimioterapia, imunomoduladores, inibidores de proteassoma e transplante autólogo de células-tronco. O prognóstico varia conforme o estágio da doença e fatores genéticos, mas o manejo visa controlar a doença, aliviar sintomas e prevenir complicações. É fundamental que o residente esteja apto a identificar os sinais e sintomas, solicitar os exames corretos e compreender os princípios do tratamento para garantir a melhor assistência ao paciente.
Os critérios incluem plasmocitose clonal na medula óssea (≥10%) ou plasmocitoma extramedular, e evidência de dano orgânico relacionado (critérios CRAB: hipercalcemia, insuficiência renal, anemia, lesões ósseas) ou biomarcadores de malignidade.
A imunoeletroforese de proteínas séricas e urinárias detecta a presença de uma proteína monoclonal (proteína M), que é um marcador chave da proliferação clonal de plasmócitos, sendo essencial para o diagnóstico e acompanhamento.
A GMSI é uma condição pré-maligna com proteína M presente, mas sem critérios CRAB, plasmocitose medular <10% e sem outros sinais de dano orgânico. O mieloma múltiplo, por outro lado, apresenta plasmocitose ≥10% e/ou critérios CRAB.
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