Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
No mieloma múltiplo - MM, plasmócitos monoclonais geralmente representam mais de 10% das células nucleadas da medula óssea; no entanto 4% dos pacientes com MM sintomático têm plasmocitose abaixo de 10%. Não podemos aceitar que:
MM com proteína-M > 5g/dL ou sintomas de hiperviscosidade → SEMPRE medir viscosidade sérica.
Em pacientes com mieloma múltiplo e suspeita de hiperviscosidade (proteína-M > 5g/dL ou sintomas como sangramento, alterações visuais/neurológicas), a medida da viscosidade sérica é crucial para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta terapêutica, como a plasmaférese.
O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia de plasmócitos caracterizada pela proliferação clonal de plasmócitos na medula óssea, geralmente acima de 10%. No entanto, é crucial reconhecer que uma minoria de pacientes com MM sintomático pode apresentar plasmocitose medular inferior a 10%, o que não exclui o diagnóstico e exige uma investigação mais aprofundada. Nesses casos atípicos, a baixa porcentagem de plasmócitos pode ser resultado de infiltração focal da medula óssea ou de problemas na coleta do mielograma. A repetição da coleta, preferencialmente com biópsia de medula óssea (BMO), é recomendada para obter uma amostra representativa e confirmar a presença de plasmócitos monoclonais. Um aspecto crítico no manejo do MM é a avaliação da hiperviscosidade sérica, uma complicação grave associada a níveis muito elevados de proteína-M. Em pacientes com proteína-M acima de 5g/dL ou sintomas sugestivos de hiperviscosidade (como sangramento, alterações visuais ou neurológicas), a medida da viscosidade sérica é imperativa para o diagnóstico e para guiar intervenções como a plasmaférese.
Geralmente, mais de 10% de plasmócitos monoclonais na medula óssea é um critério diagnóstico. No entanto, alguns pacientes sintomáticos podem ter menos de 10%, exigindo investigação adicional.
Sintomas incluem sangramento de mucosas, alterações visuais (visão turva, retinopatia), sintomas neurológicos (cefaleia, vertigem, confusão) e insuficiência cardíaca.
A biópsia de medula óssea permite avaliar a arquitetura medular e a infiltração focal, que pode não ser adequadamente amostrada por um mielograma isolado, especialmente em casos de plasmocitose abaixo de 10%.
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