Mieloma Múltiplo: Tratamento Inicial e Protocolo VRd

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos foi diagnosticado com mieloma múltiplo e apresenta níveis elevados de cálcio, lesões ósseas líticas, insuficiência renal e anemia. Após avaliação completa, foi determinada a necessidade de iniciar tratamento sistêmico. Qual das seguintes opções terapêuticas é a mais apropriada como parte do tratamento inicial para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Quimioterapia com doxorrubicina.
  2. B) Monoterapia com prednisona.
  3. C) Transplante de células-tronco hematopoiéticas alogênico imediato.
  4. D) Terapia com radioterapia isolada.
  5. E) Terapia com inibidor de proteassoma, como bortezomibe, combinado com lenalidomida e dexametasona.

Pérola Clínica

MM sintomático (CRAB+) → VRd (Bortezomibe + Lenalidomida + Dexametasona) é o padrão de indução.

Resumo-Chave

O tratamento inicial do mieloma múltiplo em pacientes elegíveis ou não ao transplante baseia-se em tripletos que incluem inibidores de proteassoma e imunomoduladores para controle rápido da carga tumoral.

Contexto Educacional

O mieloma múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos que produz proteínas monoclonais. O diagnóstico exige >10% de plasmócitos na medula óssea associado a danos orgânicos. A escolha terapêutica inicial é crucial para preservar a função renal e preparar o paciente para uma possível consolidação com transplante autólogo de células-tronco.

Perguntas Frequentes

O que define a necessidade de tratamento no mieloma múltiplo?

O tratamento é indicado quando há evidência de lesão de órgão-alvo definida pelos critérios CRAB: Hipercalcemia, Insuficiência Renal, Anemia ou Lesões Ósseas (Bone). Recentemente, biomarcadores de alta malignidade (SLiM) também autorizam o início da terapia mesmo em assintomáticos.

Qual a função do Bortezomibe no tratamento?

O bortezomibe é um inibidor de proteassoma que bloqueia a degradação de proteínas intracelulares, levando à apoptose das células plasmocitárias malignas. É fundamental para reverter rapidamente complicações como a insuficiência renal aguda no mieloma.

Por que o protocolo VRd é preferido?

O protocolo VRd (Bortezomibe, Lenalidomida e Dexametasona) demonstrou superioridade em taxas de resposta global e sobrevida livre de progressão em comparação a duplas ou outros esquemas, tornando-se o padrão-ouro para indução.

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