Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
No mieloma múltiplo:
Mieloma múltiplo → imunodeficiência humoral (hipogamaglobulinemia) → ↑ risco infecções por bactérias encapsuladas.
No mieloma múltiplo, a proliferação clonal de plasmócitos produz imunoglobulinas monoclonais disfuncionais, levando à supressão da produção de imunoglobulinas policlonais normais (imunodeficiência humoral). Isso resulta em maior suscetibilidade a infecções, especialmente por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae.
O mieloma múltiplo é uma neoplasia maligna de plasmócitos que se caracteriza pela proliferação clonal de plasmócitos na medula óssea, resultando na produção de uma imunoglobulina monoclonal (proteína M). É a segunda neoplasia hematológica mais comum e afeta predominantemente idosos. A importância clínica reside na sua apresentação multissistêmica, com envolvimento ósseo, renal, hematológico e imunológico. A fisiopatologia da imunodeficiência no mieloma múltiplo envolve a supressão da produção de imunoglobulinas policlonais normais pelos plasmócitos malignos, resultando em hipogamaglobulinemia. Isso predispõe os pacientes a infecções, principalmente por bactérias encapsuladas. Outras manifestações incluem lesões ósseas líticas (levando a dor e hipercalcemia), insuficiência renal (por nefropatia por cilindros de cadeias leves, hipercalcemia ou amiloidose) e anemia. O diagnóstico é feito pela tríade de plasmócitos clonais na medula óssea, proteína M no soro/urina e lesões de órgão-alvo (CRAB: hiperCalcemia, insuficiência Renal, Anemia, lesões Ósseas). O tratamento evoluiu significativamente com novas drogas, como inibidores de proteassoma e imunomoduladores, além do transplante autólogo de células-tronco. O manejo das complicações, como infecções e insuficiência renal, é crucial para a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes.
Pacientes com mieloma múltiplo desenvolvem imunodeficiência humoral devido à supressão da produção de imunoglobulinas policlonais normais pela proliferação clonal de plasmócitos, além de neutropenia e disfunção de linfócitos T.
As infecções mais comuns são as bacterianas, especialmente por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, afetando principalmente o trato respiratório e urinário.
No mieloma múltiplo, a hipercalcemia é frequentemente causada pela reabsorção óssea mediada por citocinas e pode, por si só, levar ou agravar a insuficiência renal aguda devido à nefrocalcinose e vasoconstrição renal.
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