UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
No mieloma múltiplo, a imunoglobulina (Ig) mais frequentemente secretada pelos plasmócitos neoplásicos é a:
Mieloma Múltiplo → IgG é a imunoglobulina monoclonal mais frequente (aprox. 50-60%).
O mieloma múltiplo é caracterizado pela proliferação de plasmócitos que secretam uma imunoglobulina monoclonal (proteína M), sendo a IgG a classe mais comum.
O mieloma múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos que se acumulam na medula óssea, levando a lesões líticas, anemia, hipercalcemia e disfunção renal (acrônimo CRAB). A produção descontrolada de uma única linhagem de imunoglobulina (monoclonal) é a marca registrada da doença. A predominância da IgG reflete a biologia dos plasmócitos maduros que sofreram troca de classe (class switch) no centro germinativo.
A Imunoglobulina G (IgG) é a mais frequente, ocorrendo em cerca de 50% a 60% dos casos. A Imunoglobulina A (IgA) é a segunda mais comum (cerca de 20%). Outros tipos como IgD, IgE ou IgM são raros, e cerca de 15-20% dos casos secretam apenas cadeias leves (Bence-Jones).
A identificação é feita através da eletroforese de proteínas (sangue ou urina), que mostra um pico monoclonal (pico M), e confirmada pela imunofixação, que determina a classe da cadeia pesada (G, A, M, D ou E) e da cadeia leve (kappa ou lambda).
Embora o tipo de imunoglobulina faça parte da caracterização da doença, o prognóstico é mais fortemente influenciado por marcadores como a beta-2 microglobulina, albumina e alterações citogenéticas (FISH), conforme o sistema ISS e R-ISS.
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