INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um homem de 68 anos retorna do ambulatório de referência devido a dores em coluna torácica e em lombar, de intensidade progressivamente maior nos últimos 3 meses. Os exames realizados apresentaram os seguintes resultados:A radiografia de coluna vertebral mostrou lesões osteolíticas e fraturas vertebrais em T11, T12, L1 e L2. Nas últimas 2 semanas, o paciente apresenta-se excessivamente sonolento. Considerando essas informações, a hipótese diagnóstica e o exame mais adequado para confirmá-la são, respectivamente,
Idoso com dor óssea, lesões osteolíticas e hipercalcemia → suspeitar de mieloma múltiplo; confirmar com mielograma.
O mieloma múltiplo deve ser suspeitado em idosos com dor óssea, fraturas patológicas, lesões osteolíticas e sintomas de hipercalcemia (como sonolência). O mielograma é essencial para confirmar o diagnóstico, mostrando plasmócitos clonais na medula óssea.
O mieloma múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos que se acumulam na medula óssea, sendo a segunda neoplasia hematológica mais comum. Afeta predominantemente idosos e se manifesta com a tríade clássica de dor óssea, anemia e insuficiência renal, além de hipercalcemia. O reconhecimento precoce é vital para o manejo adequado e melhora do prognóstico. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada de plasmócitos clonais que produzem imunoglobulinas monoclonais (proteína M) e citocinas que ativam osteoclastos, levando a lesões osteolíticas e fraturas. O diagnóstico é suspeitado por achados clínicos e laboratoriais (anemia, hipercalcemia, insuficiência renal, pico monoclonal na eletroforese de proteínas) e confirmado por mielograma (presença de plasmócitos clonais >10%) e exames de imagem para lesões ósseas. O tratamento visa controlar a doença, aliviar sintomas e prevenir complicações, incluindo quimioterapia, transplante de células-tronco e terapias-alvo. É fundamental que o residente saiba interpretar os achados e solicitar os exames corretos para um diagnóstico preciso e manejo eficaz dessa complexa condição.
Dor óssea, fraturas patológicas, lesões osteolíticas, anemia, insuficiência renal e hipercalcemia são achados comuns. A eletroforese de proteínas pode mostrar pico monoclonal.
O mielograma é crucial para confirmar o diagnóstico, pois permite a identificação e quantificação de plasmócitos clonais na medula óssea, que são a marca da doença.
As complicações ósseas incluem lesões osteolíticas, osteopenia difusa, fraturas patológicas e dor óssea intensa, resultantes da atividade dos plasmócitos na medula.
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