Microscopia Especular: Mosaico Endotelial Pós-PRK

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

A foto abaixo representa o mosaico endotelial da córnea do olho direito de paciente de 28 anos, do sexo masculino, submetido à ceratectomia fotorrefrativa há 90 dias. Com relação ao seu aspecto neste campo é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Baixa densidade endotelial
  2. B) Córnea gutatta
  3. C) Polimorfismo
  4. D) Sem anormalidades

Pérola Clínica

PRK não altera o endotélio; mosaico regular em paciente jovem indica normalidade.

Resumo-Chave

A ceratectomia fotorrefrativa (PRK) é um procedimento de superfície que não atinge o endotélio, mantendo a densidade e morfologia celular preservadas.

Contexto Educacional

A microscopia especular é um exame não invasivo fundamental na avaliação pré e pós-operatória de cirurgias oculares. Ela permite a visualização direta do endotélio, a camada única de células que não se regeneram e são responsáveis pela deturgescência da córnea. No contexto do PRK, a estabilidade endotelial é esperada, pois o laser excimer atua longe da membrana de Descemet. A identificação de um mosaico regular 90 dias após o procedimento confirma que a integridade funcional da córnea foi preservada, sem sinais de inflamação crônica ou toxicidade que pudessem comprometer a bomba endotelial.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza um mosaico endotelial normal?

Um mosaico endotelial normal é caracterizado por uma alta densidade de células hexagonais (pleomorfismo reduzido) e uniformidade no tamanho das células (polimegetismo reduzido). Em pacientes jovens, a densidade celular costuma ser superior a 2500-3000 células/mm². A ausência de áreas escuras (guttae) ou irregularidades morfológicas grosseiras indica saúde endotelial, essencial para a manutenção da transparência corneana através da bomba de sódio-potássio.

O PRK afeta a contagem de células endoteliais?

Diferente de cirurgias intraoculares ou traumas penetrantes, o PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa) é um procedimento ablativo de superfície que atua no epitélio e estroma anterior. Estudos clínicos demonstram que não há alteração significativa na densidade ou na morfologia das células endoteliais a curto ou longo prazo após o PRK, desde que respeitados os limites de segurança de profundidade de ablação e leito estromal residual.

Como diferenciar polimorfismo de pleomorfismo na córnea?

Na verdade, o termo técnico correto para a variação na forma das células endoteliais é pleomorfismo. O endotélio ideal é composto majoritariamente por células hexagonais. Quando há estresse endotelial, as células perdem essa forma, aumentando a porcentagem de células não-hexagonais. Já o polimegetismo refere-se à variação no tamanho (área) das células. Ambos são marcadores de sofrimento ou envelhecimento do endotélio corneano.

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