CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Com relação às anomalias congênitas do segmento anterior, é correto afirmar:
Microftalmia = olho pequeno + desorganização interna; Nanoftalmo = olho pequeno + anatomia preservada.
A microftalmia envolve um globo ocular reduzido com malformações estruturais internas, enquanto o nanoftalmo é um olho pequeno, mas funcionalmente organizado e com alta hipermetropia.
As anomalias congênitas do segmento anterior representam um desafio diagnóstico e terapêutico na oftalmopediatria. A microftalmia pode variar de apresentações leves a casos graves onde o potencial visual é nulo. O reconhecimento do nanoftalmo é crucial, pois esses olhos são propensos a complicações cirúrgicas graves, como efusão uveal, devido à esclera espessa e inelástica. A abordagem dessas condições exige exames de imagem, como a ultrassonografia ocular (Ecografia modo A e B), para medir o comprimento axial e avaliar a integridade das estruturas posteriores. O aconselhamento genético é frequentemente necessário, especialmente em síndromes multissistêmicas associadas.
A microftalmia é caracterizada por um olho com comprimento axial total reduzido associado a desorganização das estruturas intraoculares (como colobomas ou persistência do vítreo primário). Já o nanoftalmo é uma forma específica de microftalmia onde o olho é pequeno (geralmente comprimento axial < 20mm), mas as estruturas internas estão anatomicamente organizadas. Pacientes com nanoftalmo tipicamente apresentam alta hipermetropia (frequentemente > +7.00 D) e têm alto risco de glaucoma de ângulo fechado devido ao cristalino de tamanho normal em um segmento anterior reduzido.
O criptoftalmo é uma anomalia rara onde as pálpebras não se formam e a pele da testa funde-se diretamente com a superfície do globo ocular. Na maioria dos casos, é uma condição bilateral e pode estar associada à síndrome de Fraser. O globo ocular subjacente costuma ser malformado. É importante não confundir com a anquiloblefaria, onde as pálpebras estão formadas, mas fundidas por bridas.
Na osteogênese imperfeita, a esclera apresenta-se azulada não devido a pigmentos superficiais, mas sim devido ao seu adelgaçamento extremo decorrente do defeito na síntese do colágeno tipo I. Essa espessura reduzida permite que a cor do tecido uveal subjacente (coroide) seja visualizada através da esclera, conferindo a tonalidade azulada característica. É uma herança geralmente autossômica dominante, ao contrário do que algumas questões podem sugerir.
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