Microesferofacia: Riscos Clínicos e Complicações de Glaucoma

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007

Enunciado

Com relação à microesferofacia, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O olho acometido normalmente é hipermétrope
  2. B) Apresenta maior risco de glaucoma por bloqueio pupilar
  3. C) As dimensões do cristalino são normais
  4. D) O exame biomicroscópico evidencia aplanamento das faces anterior e posterior do cristalino

Pérola Clínica

Microesferofacia → Cristalino esférico → ↑ Miopia lenticular + Risco de bloqueio pupilar.

Resumo-Chave

A microesferofacia caracteriza-se por um cristalino de diâmetro reduzido e maior espessura, levando a miopia alta e risco de glaucoma agudo.

Contexto Educacional

A microesferofacia é uma anomalia congênita rara do cristalino. A principal característica óptica é a miopia lenticular de alta magnitude, resultante do raio de curvatura reduzido das superfícies anterior e posterior da lente. Diferente da miopia axial, o comprimento do olho pode ser normal. O risco de glaucoma é a complicação mais temida. O tratamento pode envolver iridotomia periférica a laser para prevenir o bloqueio pupilar, embora em muitos casos a lensectomia (remoção do cristalino) seja necessária se houver subluxação ou crises repetitivas de hipertensão ocular. O manejo deve ser cuidadoso devido à fragilidade zonular comum nesses pacientes.

Perguntas Frequentes

O que causa a microesferofacia?

A microesferofacia decorre de uma malformação ou frouxidão das zônulas de Zinn, que não exercem a tração necessária para manter o cristalino em seu formato discóide normal. Pode ser isolada ou associada a síndromes sistêmicas, sendo a Síndrome de Weill-Marchesani a mais clássica.

Por que ocorre glaucoma na microesferofacia?

Devido ao formato esférico e ao tamanho reduzido, o cristalino tende a se deslocar anteriormente. Isso aumenta o contato iridocristaliniano, facilitando o bloqueio pupilar. O humor aquoso fica retido na câmara posterior, empurrando a íris para frente e fechando o ângulo camerular.

Como é o exame biomicroscópico na microesferofacia?

Ao dilatar a pupila, é possível visualizar os bordos do cristalino (equador) e as fibras zonulares, o que não ocorre em olhos normais. O cristalino aparece visivelmente menor e mais espesso (esférico), com aumento da curvatura de ambas as faces.

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