ENARE/ENAMED — Prova 2024
Entre os anos de 2015 a 2017, houve Emergência em Saúde Pública devido ao aumento na ocorrência de nascidos vivos com microcefalia no Brasil associada à epidemia do vírus Zika, época em que foram registrados 4.595 nascidos vivos com essa malformação congênita. A partir desse episódio, foi possível confirmar a associação entre o vírus Zika e a microcefalia. Assinale a alternativa que define corretamente a microcefalia grave.
Microcefalia grave = Perímetro Cefálico < 3 desvios-padrão abaixo da média para idade e sexo.
A microcefalia é uma condição em que o perímetro cefálico de um recém-nascido é significativamente menor que o esperado para sua idade gestacional e sexo. A definição de microcefalia grave, especialmente relevante no contexto da síndrome congênita do Zika, é um perímetro cefálico inferior a 3 desvios-padrão abaixo da média.
A microcefalia é uma condição neurológica caracterizada por um perímetro cefálico significativamente menor do que o esperado para a idade gestacional e sexo do recém-nascido. Entre 2015 e 2017, o Brasil enfrentou uma Emergência em Saúde Pública devido à epidemia do vírus Zika, que revelou uma forte associação entre a infecção congênita pelo vírus e a ocorrência de microcefalia grave, levando à Síndrome Congênita do Zika. A definição de microcefalia grave, conforme estabelecido pelas diretrizes de saúde pública, é um perímetro cefálico inferior a 3 desvios-padrão abaixo da média para a idade gestacional e sexo. Essa medida é crucial para o diagnóstico e para a avaliação do prognóstico neurológico, pois quanto maior o desvio-padrão negativo, maior o comprometimento cerebral. O diagnóstico é feito através da medição do perímetro cefálico ao nascimento e sua comparação com curvas de referência padronizadas. O manejo de crianças com microcefalia, especialmente as associadas ao Zika, é multidisciplinar e de longo prazo, envolvendo neurologistas, pediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. O objetivo é maximizar o potencial de desenvolvimento da criança e oferecer suporte às famílias. A prevenção de infecções congênitas, como a do Zika, é fundamental para reduzir a incidência dessa grave malformação.
A classificação como microcefalia grave (< 3 desvios-padrão) indica um comprometimento cerebral mais significativo e está associada a um pior prognóstico neurológico, com maior risco de deficiências intelectuais e motoras. Essa distinção é vital para o aconselhamento familiar e planejamento de intervenções.
O perímetro cefálico é medido com uma fita métrica flexível, passando pela glabela e pela protuberância occipital externa. O valor obtido é então plotado em curvas de crescimento específicas para idade gestacional e sexo, como as da OMS, para determinar o número de desvios-padrão em relação à média.
Além do Zika, outras causas incluem infecções congênitas (TORCH: toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis), exposição a teratógenos (álcool, drogas), anomalias genéticas e cromossômicas, e isquemia cerebral durante o desenvolvimento fetal.
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