UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A Região Nordeste, em outubro de 2015, registrou um aumento alarmante dos casos de microcefalia congênita. Neste mesmo tempo, surgiu o surto de ZIKA VÍRUS NA REGIÃO, o que levou a comunidade científica a correlacionar o ZIKA VÍRUS à microcefalia. Em 2016, após estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e CDC (Center of Disease Control and Prevention), os pesquisadores concluíram que já estavam em posse de provas suficientes para sustentar tal afirmação. Com base na relevância clínica e epidemiológica desta associação, o médico Residente deve estar atento a essa relação. No Estado de Pernambuco, em outubro de 2015, foram notificados 58 casos de recém- nascidos com microcefalia congênita. Esse número foi muito superior ao registrado em 2014 e 2013, 12 e 10 casos, respectivamente. Esses casos foram notificados no SISNAC (Sistema Nacional de Nascidos Vivos). Diante desses dados notificados no SISNAC, o Ministério da Saúde (MS) publicou o primeiro boletim Epidemiológico, o qual registrava 399 casos de Microcefalia, em sete Estados da Região Nordeste, sendo a maioria no Estado de Pernambuco. Em novembro de 2015, o MS declarou Emergência em Saúde Pública de importância Nacional e enviou a todas as Secretarias de Estado orientações sobre notificação, vigilância e assistência às gestantes e aos Recém- nascidos, acometidos pela microcefalia. Ao considerar a possibilidade da associação de infecção congênita por ZIKA VÍRUS e microcefalia, podemos afirmar que:
Microcefalia = PC < 2 DP; severa = PC < 3 DP, associada à infecção congênita por Zika.
A microcefalia congênita, fortemente associada à infecção por Zika vírus durante a gestação, é definida por um perímetro cefálico (PC) inferior a dois desvios-padrão (DP) abaixo da média para sexo e idade gestacional. É considerada severa quando o PC é inferior a três DP. O diagnóstico precoce e a vigilância são cruciais.
A associação entre a infecção congênita por Zika vírus e a microcefalia representou uma emergência de saúde pública global, com um impacto devastador na saúde materno-infantil. A compreensão dessa relação é fundamental para a vigilância epidemiológica e a assistência. A microcefalia é uma condição neurológica em que o perímetro cefálico de um recém-nascido é significativamente menor do que o esperado para sua idade gestacional e sexo. A definição padrão é um perímetro cefálico inferior a dois desvios-padrão (DP) abaixo da média, sendo considerada severa quando inferior a três DP. O Zika vírus, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, pode atravessar a barreira placentária e infectar o feto, causando danos cerebrais. O diagnóstico da microcefalia e da síndrome congênita do Zika envolve a medição do perímetro cefálico ao nascimento, exames de neuroimagem (ultrassonografia, TC, RM) para identificar anomalias cerebrais, e testes laboratoriais para detectar a presença do vírus ou anticorpos. A vigilância contínua e a educação dos profissionais de saúde são essenciais para o manejo adequado e a prevenção de novos casos.
A microcefalia congênita é definida por um perímetro cefálico (PC) inferior a dois desvios-padrão (DP) abaixo da média para o sexo e idade gestacional. É considerada severa quando o PC é inferior a três DP.
A ultrassonografia fetal, a tomografia computadorizada do crânio e a ressonância magnética cerebral são exames cruciais. Eles podem revelar calcificações cerebrais, ventriculomegalia, malformações corticais e outras alterações características da síndrome congênita do Zika.
Embora o primeiro trimestre seja o período de maior risco para o desenvolvimento de microcefalia grave, a infecção por Zika em qualquer fase da gestação pode levar a alterações neurológicas e outras manifestações da síndrome congênita do Zika.
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