UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
O carcinoma de colo uterino é responsável por cerca de 16.590 novos casos anualmente e 6.500 mortes no Brasil por ano, segundo dados do INCA. Em uma paciente de 32 anos, com 01 (um) parto vaginal há 3 anos, que recebeu o diagnóstico de microcarcinoma do colo uterino após biópsia cervical orientada, das opções abaixo, qual a melhor conduta?
Microcarcinoma de colo uterino (IA1) em paciente jovem com desejo de preservar fertilidade → conização é a conduta de escolha.
O microcarcinoma de colo uterino (estadiamento IA1, invasão estromal < 3mm e sem invasão linfovascular) em pacientes jovens com desejo de preservar a fertilidade pode ser tratado de forma conservadora com conização. Este procedimento permite a remoção da lesão com margens livres, mantendo o útero e a capacidade reprodutiva, sendo uma alternativa à histerectomia radical para casos selecionados.
O carcinoma de colo uterino é uma neoplasia ginecológica significativa no Brasil, com alta incidência e mortalidade. O diagnóstico precoce, muitas vezes através do rastreamento com Papanicolau e biópsia cervical orientada, é fundamental para um prognóstico favorável. O estadiamento da doença é crucial para determinar a conduta terapêutica. O microcarcinoma de colo uterino, especificamente o estágio IA1 (invasão estromal menor que 3 mm e sem invasão linfovascular), representa uma forma precoce da doença com excelente prognóstico. Em pacientes jovens, como a do caso, que desejam preservar a fertilidade, a conduta é frequentemente conservadora. A conização cervical é o tratamento de escolha para o microcarcinoma IA1. Este procedimento remove uma porção cônica do colo uterino contendo a lesão, permitindo a análise das margens cirúrgicas. Se as margens estiverem livres e não houver invasão linfovascular, a conização é considerada curativa e permite a manutenção da capacidade reprodutiva. Histerectomia ou cirurgia de Wertheim (histerectomia radical) seriam condutas excessivas para este estágio inicial, reservadas para estágios mais avançados ou quando a preservação da fertilidade não é uma preocupação.
Um microcarcinoma de colo uterino é tipicamente definido como um carcinoma invasivo com invasão estromal superficial, geralmente menor que 3 mm de profundidade e sem invasão linfovascular, correspondendo ao estadiamento IA1.
A conização é a melhor conduta porque é um procedimento minimamente invasivo que permite a remoção completa da lesão com margens livres, preservando o útero e a capacidade reprodutiva da paciente, o que é crucial para mulheres jovens com desejo de gestar.
A histerectomia, especialmente a histerectomia radical (Cirurgia de Wertheim), é indicada para estágios mais avançados do câncer de colo uterino (a partir de IA2 ou IB1), ou em casos de microcarcinoma IA1 com margens comprometidas após conização, ou quando a paciente não deseja mais ter filhos.
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