AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Uma paciente de 60 anos, pós-menopáusica, traz uma mamografia convencional de rotina que revela um novo agrupamento de microcalcificações pleomórficas numa pequena área da mama direita. Nega cirurgias prévias. A conduta mais adequada no caso consiste em:
Microcalcificações pleomórficas agrupadas na mamografia → alta suspeita de malignidade (BI-RADS 4/5) = biópsia.
Microcalcificações pleomórficas agrupadas são um achado mamográfico altamente suspeito para malignidade, correspondendo geralmente a categorias BI-RADS 4 ou 5. Nesses casos, a conduta mais adequada é o encaminhamento para biópsia da lesão para elucidação diagnóstica, não sendo apropriado o seguimento com exames de imagem em curto prazo.
A mamografia é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de mama, e a identificação de microcalcificações é um achado comum. A correta interpretação dessas calcificações é crucial para o diagnóstico precoce. As microcalcificações são depósitos de cálcio que podem ser benignos ou malignos, e sua morfologia e distribuição são determinantes para a conduta. O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição e a classificação dos achados mamográficos, orientando a conduta clínica. Microcalcificações pleomórficas, finas lineares ou ramificadas, especialmente quando agrupadas, são consideradas achados suspeitos (BI-RADS 4 ou 5) e requerem investigação histopatológica. A biópsia guiada por mamografia (estereotaxia) é o método padrão para obter amostras de tecido dessas lesões. A fisiopatologia por trás das microcalcificações malignas envolve a necrose de células tumorais ou a secreção de cálcio por células ductais atípicas, indicando um processo proliferativo anormal. O manejo adequado dessas lesões é fundamental para a detecção precoce do câncer de mama. A biópsia permite confirmar ou excluir a presença de carcinoma ductal in situ (CDIS) ou carcinoma invasivo. Erros na interpretação ou na conduta podem atrasar o diagnóstico e impactar negativamente o prognóstico da paciente. Portanto, o conhecimento aprofundado sobre a avaliação das microcalcificações é indispensável para residentes e profissionais da área.
Microcalcificações com morfologia pleomórfica (irregulares, variadas em tamanho e forma), finas lineares ou ramificadas, e que se apresentam agrupadas em uma área específica da mama, são as que apresentam maior suspeita de malignidade.
Microcalcificações pleomórficas agrupadas são tipicamente classificadas como BI-RADS 4 (suspeita de malignidade) ou BI-RADS 5 (altamente sugestivo de malignidade), dependendo da extensão e outras características associadas. Ambas as categorias exigem biópsia.
A biópsia é essencial porque apenas o exame histopatológico pode determinar a natureza benigna ou maligna das microcalcificações suspeitas. O seguimento radiológico em curto prazo é reservado para achados provavelmente benignos (BI-RADS 3), não para lesões com alta suspeita.
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