FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Paciente 58 anos, menopausada há 10 anos, nega terapia de reposição hormonal prévia, sem sintomas ou queixas, retorna a consulta com resultado de exames e apresenta mamografia com microcalcificações pleomórficas e agrupadas na mama direita. Neste caso qual a melhor conduta?
Microcalcificações pleomórficas agrupadas na mamografia (BIRADS 4/5) → Biópsia estereotáxica para diagnóstico definitivo.
Microcalcificações pleomórficas e agrupadas são achados mamográficos altamente suspeitos para malignidade, correspondendo a categorias BIRADS 4 ou 5. A conduta padrão ouro para elucidação diagnóstica é a biópsia guiada por mamografia (estereotaxia), pois essas lesões geralmente não são visíveis à ultrassonografia.
A mamografia é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de mama, e a detecção de microcalcificações é um achado comum que exige avaliação cuidadosa. As microcalcificações representam depósitos de cálcio nos ductos mamários e podem ser benignas ou malignas. A morfologia e a distribuição são cruciais para determinar a conduta, sendo as microcalcificações pleomórficas (irregulares, variadas em tamanho e forma) e agrupadas (em uma área focal) as mais preocupantes. A avaliação de microcalcificações suspeitas é guiada pelo sistema BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System), que categoriza os achados mamográficos. Microcalcificações pleomórficas agrupadas ou lineares finas e ramificadas são classificadas como BIRADS 4 ou 5, indicando uma probabilidade de malignidade que varia de 2% a mais de 95%. A patologia mais comum associada a essas calcificações é o carcinoma ductal in situ (CDIS), uma forma não invasiva de câncer de mama. A conduta para microcalcificações suspeitas é a biópsia percutânea para obter um diagnóstico histopatológico. Quando as calcificações não são visíveis à ultrassonografia, a biópsia é realizada por estereotaxia, um procedimento guiado por mamografia que utiliza coordenadas tridimensionais para localizar e amostrar a área exata das calcificações. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é inadequada para calcificações, pois não fornece tecido suficiente para análise arquitetural. O seguimento anual seria uma conduta negligente para achados suspeitos, e a ressonância magnética (RMN) de mamas não é o método primário para investigação de microcalcificações isoladas.
Microcalcificações com morfologia pleomórfica, ramificada ou linear fina, e distribuição agrupada ou segmentar, são altamente suspeitas para malignidade, especialmente carcinoma ductal in situ (CDIS).
A biópsia estereotáxica é o método de escolha porque as microcalcificações frequentemente não são visíveis em outros métodos de imagem, como ultrassonografia, permitindo a coleta precisa de amostras para análise histopatológica.
Microcalcificações pleomórficas e agrupadas geralmente se enquadram nas categorias BIRADS 4 (suspeita de malignidade) ou BIRADS 5 (altamente sugestiva de malignidade), indicando a necessidade de biópsia.
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