Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020
Paciente de 50 anos, assintomática, com antecedente de amamentação de 3 filhos, inserção de prótese mamária por estética há 7 anos, realiza exame mamográfico por rotina anual. Sem história familiar de câncer. O laudo mamográfico revela microcalcificações finas, lineares e ramificadas, irregulares, em quadrante superior externo esquerdo. Realiza mamotomia. Qual o achado anatomopatológico mais provável frente a este achado mamográfico?
Microcalcificações finas, lineares e ramificadas na mamografia = alta suspeita de Carcinoma Ductal In Situ (CDIS).
Microcalcificações mamárias são achados comuns na mamografia, mas sua morfologia e distribuição são cruciais para diferenciar lesões benignas de malignas. Padrões como microcalcificações finas, lineares, ramificadas ou pleomórficas são altamente sugestivos de malignidade, especialmente Carcinoma Ductal In Situ (CDIS), e requerem biópsia para diagnóstico definitivo.
As microcalcificações mamárias são depósitos de cálcio minúsculos que podem ser detectados na mamografia e representam um dos achados mais comuns e desafiadores na avaliação de doenças da mama. Embora a maioria seja benigna, certas características morfológicas e de distribuição são marcadores importantes para lesões pré-malignas ou malignas, sendo o Carcinoma Ductal In Situ (CDIS) a principal preocupação. A morfologia das microcalcificações é crucial para a estratificação de risco. Calcificações finas, lineares, ramificadas, pleomórficas ou amorfas, especialmente quando agrupadas ou distribuídas em um padrão linear ou segmentar, são altamente sugestivas de malignidade. Essas calcificações representam, muitas vezes, necrose celular dentro dos ductos mamários afetados pelo CDIS. Quando microcalcificações suspeitas são identificadas, a conduta padrão é a biópsia, frequentemente realizada por mamotomia guiada por estereotaxia, para obter material suficiente para análise histopatológica. O diagnóstico precoce do CDIS é fundamental, pois permite um tratamento curativo antes que a doença se torne invasiva, melhorando significativamente o prognóstico da paciente.
As microcalcificações mais preocupantes para malignidade são aquelas que apresentam morfologia fina, linear, ramificada, pleomórfica (irregulares em forma e densidade) e que se agrupam em um padrão segmentar ou linear. Essas características são altamente sugestivas de Carcinoma Ductal In Situ (CDIS).
O Carcinoma Ductal In Situ (CDIS) é uma forma não invasiva de câncer de mama, onde as células cancerosas estão confinadas aos ductos mamários e não invadiram o tecido circundante. Seu diagnóstico precoce é crucial porque, se não tratado, o CDIS pode progredir para um carcinoma invasivo, com pior prognóstico.
Após a detecção de microcalcificações suspeitas na mamografia, o próximo passo diagnóstico é geralmente uma biópsia percutânea, como a mamotomia (biópsia a vácuo), guiada por mamografia (estereotaxia). Este procedimento permite obter amostras de tecido para análise anatomopatológica e confirmar a natureza das calcificações.
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