UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Em relação a suplementação de probióticos durante a gestação e lactação, PODEMOS AFIRMAR, EXCETO:
Parto prematuro altera microbiota materna E neonatal; tipo de parto impacta microbiota do RN.
O parto prematuro e o tipo de parto (vaginal vs. cesariana) são fatores cruciais que influenciam a composição da microbiota tanto da mãe quanto do recém-nascido, com implicações para a saúde futura da criança.
A microbiota intestinal, tanto materna quanto neonatal, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do sistema imunológico e na saúde geral. A gestação e o período neonatal são janelas críticas para a formação dessa microbiota. Fatores como o tipo de parto (vaginal versus cesariana) e a prematuridade têm um impacto significativo na colonização microbiana inicial do recém-nascido. O parto vaginal expõe o bebê à microbiota do canal de parto materno, enquanto o parto cesariano resulta em uma colonização inicial diferente, mais semelhante à microbiota da pele materna e do ambiente hospitalar. O parto prematuro, por sua vez, pode alterar a microbiota materna e, consequentemente, a transmissão vertical de microrganismos para o neonato, além de expor o bebê a um ambiente hospitalar mais cedo. A suplementação com probióticos durante a gestação e lactação tem sido estudada por seu potencial em modular a microbiota materna e neonatal, contribuindo para a prevenção de doenças atópicas e infecciosas no período neonatal, ao influenciar o desenvolvimento imunológico. Os oligossacarídeos do leite materno (HMOs) são prebióticos essenciais que estimulam seletivamente o crescimento de bactérias benéficas, como as Bifidobacterium, promovendo uma microbiota intestinal saudável no lactente.
No parto vaginal, o bebê é exposto à microbiota do canal de parto materno, colonizando-se principalmente com bactérias como Lactobacillus. No parto cesariano, a colonização inicial é mais influenciada pela microbiota da pele materna e do ambiente hospitalar, com menos diversidade e maior prevalência de bactérias oportunistas.
Os oligossacarídeos do leite materno (HMOs) são prebióticos que não são digeridos pelo bebê, mas servem de alimento para bactérias benéficas, como as Bifidobacterium, promovendo o crescimento de uma microbiota intestinal saudável no recém-nascido e modulando sua imunidade.
Sim, estudos sugerem que a suplementação com probióticos durante a gestação e/ou lactação pode modular a resposta imune do bebê e reduzir o risco de desenvolvimento de doenças atópicas e infecciosas no período neonatal, influenciando positivamente a microbiota intestinal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo