Apendicite Aguda: Principais Microrganismos Envolvidos

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022

Enunciado

A apendicite aguda é uma importante causa de abdome agudo não traumático no pronto socorro. Devido à sua configuração anatômica, a obstrução apendicular evolui para obstrução em alça fechada, condição que favorece a proliferação bacteriana local. Os principais microrganismos identificados nessas situações são:

Alternativas

  1. A)  Staphylococcus aureus e clostridium difficile.
  2. B)  Staphylococcus coagulase negativo e clostridium perfringens.. 
  3. C) Escherichia coli e Staphylococcus perfringens. 
  4. D) Escherichia coli e bacterioides fragilis. 
  5. E) Enterococcus faecalis e clostridium perfringens. 

Pérola Clínica

Apendicite aguda → E. coli e Bacteroides fragilis são os principais patógenos da flora entérica.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é uma condição inflamatória do apêndice cecal, frequentemente causada pela obstrução do lúmen. Essa obstrução leva à proliferação bacteriana, sendo a flora entérica, especialmente Escherichia coli e Bacteroides fragilis, os microrganismos mais comumente envolvidos na infecção.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico não traumático, afetando cerca de 7% da população em algum momento da vida. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente começa com a obstrução do lúmen apendicular, seja por fecalito, hiperplasia linfoide, parasitas ou tumores. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, distensão, aumento da pressão intraluminal, comprometimento do fluxo sanguíneo e proliferação bacteriana. Os principais microrganismos envolvidos são a flora entérica normal, destacando-se Escherichia coli e Bacteroides fragilis, que são bacilos Gram-negativos e anaeróbios, respectivamente. O tratamento padrão é a apendicectomia, acompanhada de antibioticoterapia que deve cobrir esses patógenos. A escolha empírica de antibióticos, como cefalosporinas de segunda ou terceira geração associadas a metronidazol, ou carbapenêmicos, é fundamental para reduzir o risco de infecções do sítio cirúrgico e outras complicações infecciosas.

Perguntas Frequentes

Quais bactérias são mais comuns na apendicite aguda?

As bactérias mais comumente isoladas na apendicite aguda são Escherichia coli (um bacilo Gram-negativo) e Bacteroides fragilis (um anaeróbio Gram-negativo), que fazem parte da flora intestinal normal.

Por que a obstrução apendicular favorece a proliferação bacteriana?

A obstrução do lúmen apendicular leva ao acúmulo de muco, aumento da pressão intraluminal e isquemia da parede, criando um ambiente anaeróbio ideal para a proliferação descontrolada da flora bacteriana local.

Qual a importância de conhecer a microbiologia da apendicite para o tratamento?

O conhecimento da microbiologia é crucial para a escolha da antibioticoterapia empírica pré e pós-operatória, que deve cobrir bacilos Gram-negativos e anaeróbios, visando prevenir complicações infecciosas.

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