UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Com relação à trombocitopenia em pacientes críticos, é correto afirmar:
Esquizócitos + Coombs direto negativo + hemólise = Microangiopatia Trombótica (PTT/SHU).
A presença de esquizócitos (fragmentos de hemácias) no esfregaço de sangue periférico, juntamente com sinais de hemólise (anemia, LDH elevado, haptoglobina baixa) e um teste de Coombs direto negativo, é altamente sugestiva de uma microangiopatia trombótica, como a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) ou a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU), condições importantes em pacientes críticos.
A trombocitopenia é um achado comum em pacientes críticos, ocorrendo em até 40% dos casos e sendo um marcador de gravidade e pior prognóstico. Suas causas são multifatoriais e incluem hemodiluição, sepse, coagulação intravascular disseminada (CIVD), uso de medicamentos (como heparina induzida por trombocitopenia - HIT), e microangiopatias trombóticas (MAT). O reconhecimento da causa subjacente é vital para o manejo adequado, pois as abordagens terapêuticas variam significativamente. As microangiopatias trombóticas, como a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU), são condições graves caracterizadas por trombocitopenia, anemia hemolítica microangiopática e disfunção orgânica. A fisiopatologia envolve a formação de microtrombos na microvasculatura, que consomem plaquetas e causam fragmentação das hemácias. O diagnóstico é sugerido pela tríade de trombocitopenia, anemia com esquizócitos no esfregaço de sangue periférico e sinais de hemólise (LDH elevado, haptoglobina baixa), com o teste de Coombs direto negativo para excluir hemólise autoimune. Diferenciar as causas de trombocitopenia é crucial. Enquanto a sepse pode causar trombocitopenia por consumo e supressão medular, e a CIVD por consumo de fatores de coagulação e plaquetas, as MATs têm um mecanismo distinto de dano endotelial e formação de trombos plaquetários. O tratamento das MATs, especialmente a PTT, frequentemente envolve plasmaférese. Portanto, a identificação de esquizócitos e a exclusão de outras causas de hemólise são passos diagnósticos essenciais para guiar a terapia e melhorar o prognóstico dos pacientes críticos.
Os achados incluem trombocitopenia, anemia hemolítica microangiopática (com esquizócitos no esfregaço), LDH elevado, haptoglobina baixa e teste de Coombs direto negativo.
A sepse é uma causa comum de trombocitopenia em pacientes críticos, devido à supressão da medula óssea, consumo periférico e, em casos graves, desenvolvimento de CIVD.
A presença de esquizócitos é um marcador chave de hemólise mecânica intravascular, indicando dano endotelial e formação de microtrombos, característico das microangiopatias trombóticas.
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