Complicações Crônicas do Diabetes Mellitus: Revisão

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Em relação às complicações crônicas do diabetes mellitus assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Microangiopatia que acomete o coração pode explicar a etiologia da cardiomiopatia congestiva em pacientes sem doença coronariana aparente.
  2. B) Mononeuropatia múltipla acomete mais comumente nervos cranianos e tibiais, gerando anormalidades predominantemente sensitivas.
  3. C) Nefropatia manifesta-se, inicialmente, por aumento da ureia e creatinina séricas, seguida de proteinuria e, subsequentemente, deteriorização da função renal.
  4. D) Retinopatia proliferativa resulta da oclusão da artéria retiniana e de vênulas acessórias com comprometimento da retina e da câmara vítrea.

Pérola Clínica

Cardiomiopatia diabética = Insuficiência cardíaca por microangiopatia, sem doença coronariana.

Resumo-Chave

O diabetes causa dano miocárdico direto via microangiopatia e fibrose intersticial, podendo levar à insuficiência cardíaca mesmo na ausência de aterosclerose macrovascular.

Contexto Educacional

As complicações crônicas do Diabetes Mellitus (DM) são divididas em macrovasculares (doença coronariana, AVC, doença arterial periférica) e microvasculares (retinopatia, nefropatia e neuropatia). A microangiopatia é o denominador comum das lesões em pequenos vasos, causada por glicação avançada de proteínas e ativação da via do poliol. No coração, a microangiopatia compromete a reserva de fluxo coronariano e a perfusão capilar, contribuindo para a cardiomiopatia diabética. Na nefropatia, o dano glomerular é marcado pela expansão mesangial e espessamento da membrana basal. Já na neuropatia, o acometimento é tipicamente de fibras nervosas distais em 'bota e luva', sendo as mononeuropatias (como do III par craniano) menos comuns que a polineuropatia simétrica distal.

Perguntas Frequentes

O que é a cardiomiopatia diabética?

A cardiomiopatia diabética é uma entidade clínica caracterizada pela presença de disfunção ventricular (inicialmente diastólica e depois sistólica) em pacientes com diabetes, na ausência de doença arterial coronariana, hipertensão arterial ou doença valvular significativa. Sua fisiopatologia envolve a microangiopatia, fibrose miocárdica, estresse oxidativo e alterações no metabolismo de ácidos graxos pelos cardiomiócitos.

Qual a sequência correta da nefropatia diabética?

A nefropatia diabética inicia-se com uma fase de hiperfiltração glomerular, seguida pelo aparecimento de albuminúria persistente (anteriormente chamada de microalbuminúria, entre 30-300 mg/24h). Com a progressão, surge a proteinúria franca (>300 mg/24h) e, só então, ocorre a queda progressiva da taxa de filtração glomerular com consequente elevação de ureia e creatinina séricas.

Como se define a retinopatia diabética proliferativa?

A retinopatia diabética proliferativa é caracterizada pela presença de neovascularização (formação de novos vasos frágeis) na retina ou no disco óptico, em resposta à isquemia retiniana crônica. Esses novos vasos podem causar hemorragia vítrea e descolamento de retina por tração, sendo a principal causa de cegueira irreversível no diabetes.

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