Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Qual das seguintes alternativas melhor descreve a definição e a importância clínica da microalbuminuria?
Albuminúria 30-300 mg/dia = Marcador precoce de lesão renal e alto risco cardiovascular.
A microalbuminúria sinaliza lesão endotelial incipiente e é um preditor fundamental de progressão para doença renal crônica e eventos cardiovasculares maiores.
A detecção da microalbuminúria revolucionou o manejo das doenças crônicas, permitindo intervenções precoces que retardam a perda da função renal. O uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) é a base do tratamento, pois essas drogas reduzem a pressão intraglomerular e a proteinúria, independentemente do seu efeito na pressão arterial sistêmica. Além do controle pressórico, o controle glicêmico rigoroso e o uso de novas classes terapêuticas, como os inibidores da SGLT2, demonstraram benefícios significativos na redução da albuminúria e na proteção cardiorrenal. O acompanhamento da albuminúria é, portanto, uma ferramenta indispensável na medicina preventiva e na nefrologia moderna.
A microalbuminúria, atualmente denominada 'albuminúria moderadamente aumentada', é definida pela excreção urinária de albumina entre 30 e 300 mg em 24 horas, ou uma relação albumina/creatinina (RAC) entre 30 e 300 mg/g em amostra isolada de urina. Valores abaixo de 30 mg/dia são normais, e acima de 300 mg/dia caracterizam a macroalbuminúria ou albuminúria gravemente aumentada.
Ela é o primeiro sinal clínico de nefropatia diabética e hipertensiva. Além de indicar risco de progressão para insuficiência renal terminal, a microalbuminúria é um marcador independente de risco cardiovascular, refletindo disfunção endotelial generalizada. Pacientes com microalbuminúria têm maior probabilidade de sofrer infarto do miocárdio e AVC.
Em pacientes com Diabetes Tipo 2, a triagem deve ser anual a partir do diagnóstico. No Diabetes Tipo 1, inicia-se 5 anos após o diagnóstico. Devido à variabilidade da excreção de albumina, o diagnóstico requer a presença de pelo menos dois resultados alterados em um período de 3 a 6 meses, descartando-se fatores interferentes como infecção urinária, exercício físico intenso ou febre.
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