FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A manifestação mais precoce da doença renal crônica em pacientes portadores de diabetes é a presença de
Microalbuminúria persistente é a manifestação mais precoce da nefropatia diabética.
A microalbuminúria, definida pela excreção urinária de albumina em níveis acima do normal, mas abaixo dos limites da proteinúria clínica, é o primeiro sinal detectável de lesão renal em pacientes com diabetes, indicando o início da nefropatia diabética.
A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais graves do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal em muitos países. Sua progressão silenciosa torna o rastreamento precoce fundamental para a intervenção e prevenção de desfechos adversos. A manifestação mais precoce e detectável da nefropatia diabética é a microalbuminúria persistente. Este estágio reflete o início do dano glomerular, onde há um aumento na permeabilidade da membrana basal glomerular, permitindo a passagem de pequenas quantidades de albumina para a urina. Se não tratada, a microalbuminúria pode progredir para macroalbuminúria (proteinúria clínica) e, eventualmente, para a redução da taxa de filtração glomerular e doença renal crônica terminal. O manejo da microalbuminúria envolve uma abordagem multifacetada. Além do controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, o uso de IECA ou BRA-II é crucial, pois esses medicamentos demonstraram ter efeitos nefroprotetores, independentemente do controle pressórico. A detecção precoce e a intervenção agressiva podem retardar significarivamente a progressão da doença renal e reduzir o risco cardiovascular associado.
Microalbuminúria é a excreção de 30 a 300 mg de albumina na urina em 24 horas, ou uma relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300 mg/g. É o primeiro sinal de dano renal em diabéticos, indicando risco aumentado de progressão para doença renal crônica e eventos cardiovasculares.
O diagnóstico é feito pela dosagem da relação albumina/creatinina em amostra de urina aleatória, preferencialmente a primeira da manhã, ou pela coleta de urina de 24 horas. É necessário confirmar a presença em pelo menos duas de três amostras coletadas em um período de 3 a 6 meses para ser considerada persistente.
Após o diagnóstico, a conduta inclui otimização do controle glicêmico e pressórico, com uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA-II), e modificações no estilo de vida para retardar a progressão da nefropatia.
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