HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
A pesquisa de microalbuminúria para diagnóstico de nefropatia diabética deve ser realizada, EXCETO:
Rastreamento nefropatia diabética: DM1 após 5 anos, DM2 ao diagnóstico; anualmente, relação albumina/creatinina.
A pesquisa de microalbuminúria é crucial para o rastreamento precoce da nefropatia diabética. No diabetes mellitus tipo 1, deve iniciar 5 anos após o diagnóstico, enquanto no tipo 2, deve ser realizada já no momento do diagnóstico, devido ao início insidioso da doença. A avaliação é anual e utiliza a relação albumina/creatinina urinária.
A nefropatia diabética é uma das principais complicações microvasculares do diabetes mellitus e a causa mais comum de doença renal crônica terminal. Seu desenvolvimento é insidioso, e a detecção precoce é fundamental para implementar medidas nefroprotetoras e retardar a progressão da doença. A pesquisa de microalbuminúria é o método padrão para o rastreamento. A fisiopatologia envolve hiperglicemia crônica, que leva a alterações hemodinâmicas e estruturais nos glomérulos renais, resultando em aumento da permeabilidade e excreção de albumina na urina. O rastreamento deve ser anual, utilizando a relação albumina/creatinina em amostra de urina, que é mais prática e confiável que a coleta de 24 horas. O momento de início do rastreamento difere entre os tipos de diabetes: no DM1, inicia-se 5 anos após o diagnóstico, pois a doença renal raramente se manifesta antes desse período. No DM2, o rastreamento deve ser feito já no momento do diagnóstico, pois muitos pacientes já apresentam complicações microvasculares devido ao longo período assintomático da doença antes do diagnóstico. O controle glicêmico e da pressão arterial são essenciais para prevenir e retardar a progressão da nefropatia.
A pesquisa de microalbuminúria é fundamental para o diagnóstico precoce da nefropatia diabética, permitindo intervenções terapêuticas que podem retardar a progressão para doença renal crônica e reduzir o risco cardiovascular.
Em pacientes com DM1, o rastreamento deve começar 5 anos após o diagnóstico. Em pacientes com DM2, deve ser iniciado no momento do diagnóstico, devido à natureza insidiosa da doença.
A relação albumina/creatinina urinária em amostra de urina aleatória é preferível por ser mais conveniente que a coleta de urina de 24 horas e por normalizar a excreção de albumina pela concentração de creatinina, minimizando variações na diluição da urina.
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