Michael Balint: A Relação Médico-Paciente e o 'Médico como Droga'

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Balint reuniu os médicos em grupos, que nomeou “seminários” e discutiu com eles casos clínicos considerados angustiantes e difíceis de serem conduzidos. Nas discussões, como psicanalista, percebeu pontos em comum entre as atitudes e as angústias dos médicos. Assim, ele foi tecendo sua teoria sobre a relação entre o médico e a pessoa atendida, o que resultou em um livro lançado em 1957: O médico, seu paciente e a doença. Nesse livro, a descrição por meio de casos clínicos aponta para as categorias que fundamentam a sua teoria. Acerca dessas categorias e considerando as assertivas abaixo, assinale a correta. 

Alternativas

  1. A) O “médico como droga” significa que o médico, ao prescrever medicamentos e medidas não farmacológicas para a pessoa que atende, também prescreve a si mesmo em doses que muitas vezes desconhece. 
  2. B) A “organização da doença” em uma construção simbólica, na forma como nos apresenta Balint, contribui positivamente para a promoção e prevenção da saúde.
  3. C) A “oferta da doença” trazida pelos pacientes como queixas é um indicador que leva a construção do arcabouço biomédico de compreensão e abordagem das doenças proposto por Balint.
  4. D) O “conluio do anonimato” é categoria determinante da dimensão ética da relação médico-paciente, pois remete ao sigilo médico, preservando o anonimato do paciente e seu sofrimento. 
  5. E) A “função apostólica” é, sem dúvida, a categoria balintiana mais controversa e se refere ao papel do médico ligado à espiritualidade do paciente, sempre respeitando a dimensão religiosa subjetiva. 

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