PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Um homem de 74 anos, com fraqueza muscular proximal dos membros, diplopia, ptose palpebral, alteração da fala, disfagia e massa tumoral no mediastino anterior, experimenta melhora significativa dessas manifestações clínicas após injeção intramuscular de neostigmina. O diagnótico MAIS PROVÁVEL é:
Fraqueza muscular flutuante (piora com esforço, melhora com repouso/neostigmina) + ptose/diplopia + massa mediastinal → Miastenia Gravis.
O quadro clínico de fraqueza muscular proximal flutuante, diplopia, ptose palpebral, disfagia e disartria, com melhora após neostigmina, é altamente sugestivo de Miastenia Gravis. A presença de massa no mediastino anterior reforça a suspeita de timoma associado, comum nessa doença autoimune.
A Miastenia Gravis é uma doença autoimune crônica que se caracteriza por fraqueza e fadiga dos músculos esqueléticos, resultantes de um ataque autoimune aos receptores de acetilcolina na junção neuromuscular. Essa condição é de extrema importância na neurologia devido à sua apresentação clínica variada e à necessidade de um diagnóstico e tratamento precisos para evitar crises miastênicas, que podem ser fatais. É um tema recorrente em provas de residência e na prática clínica. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos (mais comumente anti-receptores de acetilcolina) que bloqueiam, modulam ou destroem esses receptores, impedindo a transmissão eficaz do impulso nervoso para o músculo. Clinicamente, a fraqueza é flutuante, piorando com o esforço e melhorando com o repouso. Os músculos oculares são frequentemente os primeiros a serem afetados, causando ptose palpebral e diplopia. Outros sintomas incluem disartria, disfagia e fraqueza dos membros, geralmente proximal. A presença de uma massa no mediastino anterior (timoma) é um achado importante, pois o timo desempenha um papel crucial na patogênese da doença. O diagnóstico é baseado na clínica, teste de neostigmina (ou edrofônio), eletroneuromiografia e detecção de autoanticorpos séricos. O tratamento inclui inibidores da acetilcolinesterase (como piridostigmina), imunossupressores (corticosteroides, azatioprina), plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa para crises, e timectomia em casos selecionados, especialmente na presença de timoma. O manejo adequado visa controlar os sintomas e prevenir as exacerbações.
Os sintomas incluem fraqueza muscular que piora com a atividade e melhora com o repouso, afetando frequentemente os músculos oculares (ptose, diplopia), faciais, da fala (disartria) e da deglutição (disfagia), além de fraqueza proximal dos membros.
Cerca de 10-15% dos pacientes com Miastenia Gravis têm um timoma, um tumor do timo, e aproximadamente 30-40% dos pacientes com timoma desenvolvem Miastenia Gravis. O timo desempenha um papel central na patogênese autoimune da doença.
A neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase que aumenta a disponibilidade de acetilcolina na fenda sináptica. A melhora rápida e transitória dos sintomas após sua administração é um teste diagnóstico positivo para Miastenia Gravis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo